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Após autorização judicial, empresa responsável pela iluminação pública de Tatuí retoma retirada de lâmpadas

Retirada de luminárias começa em Tatuí após autorização da Justiça O consórcio responsável pelo gerenciamento da iluminação pública de Tatuí (SP) v...

Após autorização judicial, empresa responsável pela iluminação pública de Tatuí retoma retirada de lâmpadas
Após autorização judicial, empresa responsável pela iluminação pública de Tatuí retoma retirada de lâmpadas (Foto: Reprodução)

Retirada de luminárias começa em Tatuí após autorização da Justiça O consórcio responsável pelo gerenciamento da iluminação pública de Tatuí (SP) voltou a retirar as luminárias dos postes da cidade nesta quinta-feira (10), após a falta de pagamento por parte da prefeitura. O procedimento foi autorizado pelo Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) no dia 18 de agosto. Segundo a Consórcio TS Tatuí, o cronograma da primeira etapa de retiradas foi entregue à gestão municipal em 31 de agosto. Além disso, foi solicitado pelo consórcio que a prefeitura indique os pontos que necessitam de um cuidado maior durante a troca das luminárias. 📲 Participe do canal do g1 Itapetininga e Região no WhatsApp Conforme a decisão, a Justiça reconheceu que, devido à falta de pagamento de mais de 12 meses por parte da administração pública municipal, a empresa tem o direito de rescindir o contrato e retirar as luminárias e equipamentos de LED instalados no município. Para evitar que os bairros fiquem no escuro, como aconteceu em maio deste ano após relatos dos moradores do bairro Pacaembu, o documento determinou condições e limites para a retirada, conforme listado abaixo: Notificação prévia: a empresa é obrigada a avisar a prefeitura com antecedência mínima de cinco dias úteis, especificando as ruas, eixos viários e bairros que serão afetados na etapa seguinte; Limite diário: a remoção deve ser limitada à capacidade diária de substituição da prefeitura, sendo proibido o desligamento simultâneo de circuitos inteiros que deixam bairros vizinhos no escuro; Locais prioritários: a retirada de luminárias situadas nas proximidades de hospitais, prontos-socorros, escolas, pontos de ônibus, vias de alta circulação e rotas de segurança só pode ser feita com a reposição simultânea e imediata das novas lâmpadas pela prefeitura. Retirada foi feita pela empresa responsável Câmera de monitoramento Em junho deste ano, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) havia suspendido a liminar do TJ-SP e determinou que a iluminação pública fosse mantida até uma nova análise do caso. Na época, o ministro Herman Benjamin reconheceu que a substituição imediata de diversas luminárias de forma simultânea seria inviável, diante das limitações operacionais e estruturais impostas pela situação. O que diz a prefeitura Em nota enviada à TV TEM, a prefeitura havia afirmado que estava em negociação com o consórcio, para definir como o serviço seria feito sem prejudicar a iluminação da cidade. Os moradores seriam informados quando as trocas seriam feitas. No entanto, em uma nova resposta, a gestão afirmou que já foram retiradas 35 luminárias do Parque Residencial Colina das Estrelas, que foram imediatamente repostas pela secretaria responsável. É o primeiro bairro em que o serviço foi feito. Relembre o caso Devido a um valor de R$ 4 milhões pendente de pagamento da prefeitura ao consórcio, a empresa responsável entrou com uma liminar de urgência solicitando a retirada dos equipamentos, que foi recusada pelo juiz local. No entanto, o pedido foi aprovado pelo TJSP, com a retirada iniciando em 27 de maio. Ainda conforme a decisão do TJ-SP, o desembargador responsável afirmou que a prefeitura descumpriu o contrato firmado com a empresa e pediu a suspensão dos serviços, mesmo com a concessionária buscando uma solução. O acordo previa que, caso a prefeitura ficasse dois meses sem pagar o valor das parcelas, as lâmpadas poderiam ser retiradas. Luminárias estãoretiradas pelo consórcio Reprodução/TV TEM Além disso, foi apontado que a empresa sofreu um grave prejuízo financeiro com a falta de pagamento por parte da administração. Como decisão, a Justiça determinou que, além da desinstalação das luzes, a prefeitura deverá pagar uma multa de R$ 10 mil por dia, caso atrapalhe o procedimento. Em entrevista à TV TEM, o secretário de Administração e Negócios Jurídicos da prefeitura, Markus Henrique Tavares, apontou que atualmente o valor deste débito está em R$ 600 mil, após a quitação de uma parte da quantia apontada no processo. Em nota, a prefeitura informou que o contrato de iluminação pública foi suspenso em outubro de 2025 e, desde então, a administração pública assumiu a responsabilidade pelos serviços de manutenção, instalação e substituição dos itens. “Atualmente, o município possui cerca de 14.500 pontos de iluminação pública. Deste total, aproximadamente 6.500 luminárias pertencem à empresa envolvida na disputa judicial, incluindo equipamentos instalados em vias públicas, praças e outros espaços do município”, esclareceram. Luminárias estão sendo retiradas pelo consórcio João Belarmino/TV TEM A prefeitura também apontou que, desde o início das retiradas, a empresa removeu cerca de 70 luminárias após uma decisão judicial, e que já recorreu dessa determinação e segue aguardando uma solução definitiva nos próximos dias. A administração municipal também informou que a decisão do TJ-SP não afeta o planejamento já traçado pela gestão e as equipes seguem atuando normalmente, com o serviço de manutenção e substituição das luminárias ocorrendo de forma esperada. Initial plugin text Veja mais notícias no g1 Itapetininga e Região VÍDEOS: assista às reportagens da TV TEM

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