Após queda de passarela que matou mãe e filho, veja como é a fiscalização na Fernão Dias no interior de SP
Duas das três bases da PRF estão fechadas no trecho paulista Um dia depois de uma passarela de 70 toneladas desabar após ser atingida por um caminhão e mata...
Duas das três bases da PRF estão fechadas no trecho paulista Um dia depois de uma passarela de 70 toneladas desabar após ser atingida por um caminhão e matar mãe e filho, em Vargem (SP), a equipe da Rede Vanguarda percorreu os 90 quilômetros do trecho paulista da Rodovia Fernão Dias para mostrar como funciona a fiscalização na estrada. O acidente aconteceu na manhã de terça-feira (18). Segundo a investigação, a carreta transportava uma carga com excesso de altura e de dimensão lateral. Leia também: Motorista que derrubou passarela na Fernão Dias diz à polícia que não previu acidente: 'Lamento profundamente' Cabeleireira e representante comercial: veja quem eram mãe e filho que morreram após queda de passarela 'Sofrimento danado': família lamenta morte de mãe e filho após queda de passarela Veja o antes e depois da passarela de 70 toneladas que caiu e matou mãe e filho A fiscalização de veículos e cargas na rodovia é uma das atribuições da Polícia Rodoviária Federal (PRF). A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) também pode realizar operações de fiscalização. Durante o percurso, a equipe encontrou três estruturas da PRF no trecho. Em duas delas, no sentido Minas Gerais, não havia policiais ou viaturas no momento da passagem. Segundo a PRF, porém, essas unidades são bases de apoio e as equipes ficam distribuídas pelo trecho, realizando patrulhamento. O policial rodoviário federal José Pedro Fangiulli explicou que quatro viaturas são distribuídas ao longo da área atendida pela delegacia de Atibaia. Segundo ele, os policiais ficam próximos às bases e podem ser acionados em caso de emergência. “Nas bases de apoio, o policial fica restrito ao seu trecho, que é próximo da base. A gente tem dividido as viaturas no trecho, são quatro viaturas que rodam”, explicou. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Vale do Paraíba e região no WhatsApp Base da PRF na Fernão Dias; queda de passarela que matou mãe e filho na rodovia. Reprodução/Rede Vanguarda Como funciona a fiscalização Segundo José Pedro, a PRF mantém fiscalização ininterrupta na Fernão Dias e prioriza a abordagem de caminhões porque veículos maiores podem provocar consequências mais graves em acidentes. A equipe também questionou o policial sobre a carreta envolvida no acidente. Segundo ele, o veículo poderia ter sido fiscalizado caso fosse abordado, mas a PRF não consegue parar todos os veículos que passam pela rodovia. Mais de 200 mil veículos circulam diariamente pela Fernão Dias, de acordo com a corporação. “Era possível fiscalizar se ele fosse abordado, mas como passam muitos veículos, a gente não aborda todos”, disse. No caso de cargas especiais, existem diferentes regras. Segundo o policial, alguns veículos precisam obrigatoriamente passar por fiscalização. Em outros casos, quando a carga está dentro das condições previstas e possui a documentação necessária, o veículo pode seguir viagem mesmo sem ser abordado. A PRF afirma ainda que, durante uma abordagem, os agentes verificam primeiro as condições do motorista e do veículo e, depois, a documentação. José Pedro disse que o motorista envolvido no acidente foi submetido ao teste do bafômetro e o resultado não apontou consumo de álcool. Deyvidson Temudo de Oliveira, de 42 anos, foi preso nesta terça-feira (18) após o acidente e a detenção foi convertida em prisão preventiva nesta quarta. O motorista disse à Polícia Civil que lamenta o acidente e que não tinha a intenção de causá-lo. O g1 teve acesso ao depoimento prestado por Deyvidson Temudo de Oliveira, de 42 anos, que contou aos policiais que "não teve a intenção de causar o acidente" e que "tampouco previu que a carga pudesse atingir a estrutura da passarela". Cabeleireira e representante comercial: mãe e filho morreram após queda de passarela no interior de SP Arquivo pessoal Fiscalização nas bases A equipe iniciou o percurso às 8h15, em São Paulo. A rodovia estava movimentada e com grande quantidade de caminhões. Durante a viagem, foram registradas situações como um caminhão com uma lanterna queimada e veículos utilizando o acostamento para ultrapassar durante uma retenção provocada por um serviço de limpeza da pista. Em Vargem, a última cidade paulista antes da divisa com Minas Gerais, a equipe encontrou uma base de apoio da PRF com câmeras de segurança e sinalização de um sistema de pesagem dinâmica. Durante os 15 minutos de permanência no local, não havia equipe policial ou viatura na base. Segundo a PRF, isso não significa que não havia policiamento no trecho. As equipes estavam distribuídas pela rodovia. Ao final do percurso, já em Extrema (MG), a equipe encontrou o caminhão que era transportado pela carreta envolvida no acidente. O motorista foi preso em flagrante e vai passar por audiência de custódia nesta quarta-feira (19). A Rede Vanguarda também procurou a ANTT e a concessionária Motiva, responsável pela Fernão Dias, para questionar a fiscalização e a estrutura da rodovia. Até a última atualização desta matéria não houve retorno. No interior de SP, queda de passarela provoca duas mortes na Rodovia Fernão Dias Jornal Nacional/ Reprodução Veja mais notícias do Vale do Paraíba e região bragantina