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Após suspensão, TCE analisa documentos de licitação do transporte público em Campinas

Após suspensão, TCE analisa documentos de licitação do transporte público em Campinas Após determinar que a Prefeitura de Campinas (SP) se abstenha de hom...

Após suspensão, TCE analisa documentos de licitação do transporte público em Campinas
Após suspensão, TCE analisa documentos de licitação do transporte público em Campinas (Foto: Reprodução)

Após suspensão, TCE analisa documentos de licitação do transporte público em Campinas Após determinar que a Prefeitura de Campinas (SP) se abstenha de homologar o resultado do leilão para a concessão do transporte público da cidade, o Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCE-SP) iniciou nesta terça-feira (19) a análise de documentos relacionados à licitação. Esses documentos detalham informações cadastrais e societárias, e foram encaminhados pela administração municipal e pelas vencedoras do certame: a empresa Sancetur e o Consórcio Grande Campinas. O objetivo do órgão fiscalizador é esclarecer indícios de "núcleos decisórios comuns" entre as empresas que participaram do processo de R$ 11,8 bilhões como supostas concorrentes. Em abril deste ano, o TCE apontou que há uma "teia" de vínculos societários, administrativos e de governança entre as concorrentes, o que levou a uma suspeita de conluio para o resultado do leilão. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Campinas no WhatsApp No despacho do conselheiro Dimas Ramalho, os materiais serão submetidos ao Departamento de Instrução Processual Especializada (Dipe) para avaliações jurídicas e técnicas, bem como receberão pareceres do Ministério Público de Contas e da Secretaria-Diretoria Geral do TCE. Cumpridas essas etapas, os documentos retornarão ao gabinete do conselheiro para julgamento do caso, que deverá explorar a regularidade ou não do leilão. Entenda o caso TCE suspende conclusão de licitação de R$ 11,8 bilhões do transporte público em Campinas TCE aponta 'teia' de vínculos entre empresas ao suspender homologação Quais são e onde operam as empresas que venceram o leilão Materiais Tribunal de Contas do Estado de São Paulo irá analisar documentos relacionados à concessão do transporte público de Campinas Divulgação/TCE-SP De acordo com a Prefeitura, os materiais reúnem diligências técnicas, financeiras e cadastrais realizadas ao longo da licitação. O relatório é composto por 18 diligências, sendo oito relacionadas à capacidade técnica, quatro referentes à readequação de planilha orçamentária e modelagem e seis de verificação cadastral das empresas participantes. Também foram realizadas duas diligências conduzidas pela B3, realizadora do leilão, sobre a composição do capital social dos grupos vencedores. Representação Ônibus do transporte público municipal de Campinas Fernanda Sunega/Prefeitura Municipal de Campinas A suspensão determinada pelo TCE foi motivada por uma representação. Nela, é apontada uma complexa rede de vínculos entre empresas que participaram da licitação, sugerindo que elas não seriam concorrentes de fato. Entre os indícios levantados estão: Compartilhamento de sócios e administradores entre empresas de consórcios diferentes; Coincidência de endereços, telefones e e-mails entre companhias que deveriam ser concorrentes; Formação de arranjos empresariais que, embora apresentados como independentes, podem ter um núcleo de decisão em comum. A análise do TCE sugere que empresas que disputaram o mesmo lote, ou que participaram de lotes diferentes, integram uma mesma malha de vínculos indiretos, o que, segundo o órgão, "fragiliza a presunção de autonomia das propostas apresentadas". A Prefeitura justificou, em abril, que a checagem de documentação, avaliação da capacidade operacional e técnica, além de outras diligências ocorrem na fase de habilitação. Nesta terça-feira (19), a administração habilitou as vencedoras do leilão, o que significa que estão aptas à homologação (podem assinar contrato). Há um prazo de três dias úteis para apresentação de recursos e contrarrazões. Já o Consórcio Grande Campinas negou a existência de vínculo empresarial com as demais empresas citadas pelo TCE. A Sancetur não se manifestou, à época. Leilão Leilão de concessão do transporte público de Campinas na B3, em São Paulo Fernando Evans/g1 O leilão vencido pela Sancetur e pelo Consórcio Grande Campinas concede o sistema de transporte coletivo convencional por 15 anos, prorrogáveis por mais cinco anos, com valor estimado de R$ 11 bilhões. De acordo com o edital, venceria a licitação a empresa ou consórcio que oferecesse a melhor proposta para o município; entre os critérios, estava a menor tarifa de remuneração. Quatro consórcios e uma empresa participaram da sessão pública. Veja abaixo as propostas vencedoras. A empresa Sancetur venceu o Lote Sul — que atende as regiões Leste, Sul e Sudoeste, com bairros como Centro, Parque Oziel e Ouro Verde. Ela ofereceu R$ 9,54 (deságio de 14,9%) para o valor de tarifa de remuneração, cujo teto estabelecido pelo edital foi de R$ 11,21. O Consórcio Grande Campinas venceu o Lote Norte — que atende as regiões Norte, Oeste e Noroeste, com bairros como Barão Geraldo e Campo Grande. O grupo ofereceu R$ 9,49 (deságio de 19,3%) para o valor de tarifa de remuneração, cujo teto estabelecido pelo edital foi de R$ 11,76. Nos dois casos, o resultado veio após a fase de leilão aberto, sendo a disputa pelo Lote Norte a mais acirrada. ⚠️ Tarifa de remuneração é o valor médio usado para calcular o repasse da prefeitura aos grupos que vão operar o transporte público de Campinas. Ele tem como base a quilometragem rodada e o tipo de ônibus que atenderá cada linha. As empresas não assumem a gestão de imediato. Antes, há uma série de etapas legais a serem cumpridas até o início da operação. Prefeito de Campinas, Dario Saadi, bate o martelo em leilão de concessão do transporte público de Campinas Fernando Evans/g1 VÍDEOS: tudo sobre Campinas e Região Veja mais notícias sobre a região na página do g1 Campinas

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