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Biofábrica de mosquitos que bloqueiam a dengue começa a operar em Ribeirão Preto, SP

Biofábrica de mosquitos que combatem a dengue começa a operar em Ribeirão Preto, SP Uma unidade de produção de mosquitos Aedes aegypti vai começar a opera...

Biofábrica de mosquitos que bloqueiam a dengue começa a operar em Ribeirão Preto, SP
Biofábrica de mosquitos que bloqueiam a dengue começa a operar em Ribeirão Preto, SP (Foto: Reprodução)

Biofábrica de mosquitos que combatem a dengue começa a operar em Ribeirão Preto, SP Uma unidade de produção de mosquitos Aedes aegypti vai começar a operar em Ribeirão Preto (SP) com tecnologia de combate à dengue. Os insetos carregam a bactéria natural "wolbachia", que impede o vírus de se multiplicar no organismo. A iniciativa, conhecida como Método Wolbachia, é uma política pública de saúde na região e foi anunciada na quarta-feira (26) pelo Ministério da Saúde em parceria com a Fiocruz, a Prefeitura de Ribeirão Preto e a Wolbito do Brasil. A biofábrica instalada na Vila Tibério, Zona Oeste da cidade, produzirá mais de três milhões de "wolbitos" por semana. Além de Ribeirão Preto, os mosquitos abastecerão São Carlos (SP), Araraquara (SP) e São José do Rio Preto (SP). 📱 Faça parte do canal do g1 Ribeirão e Franca no WhatsApp Gerente da Wolbito, Gabriel Sylvestre Ribeiro explica que o método consiste em usar o mosquito criado na empresa para combater o mosquito com o vírus da dengue. "A gente não está fazendo um mosquito transgênico ou mosquito diferente. É o mesmo mosquito. Só que agora, se ele picar uma pessoa que tem um desses vírus no seu sangue, ele não se infecta, portanto, não passa essa doença para outra pessoa", diz. Criadouro de mosquitos com bactéria wolbachia, liberados para impedir a reprodução do mosquito da dengue Reprodução/EPTV De acordo com o cronograma divulgado nesta semana, a unidade em Ribeirão Preto começa a produção em setembro. Com veículos e seis agentes mobilizados especificamente para realizar as rotas de soltura nas ruas, o projeto entra em vigor a partir de outubro. Uma vez que os mosquitos estiverem pela cidade, a população não vai conseguir diferenciar os protegidos pela bactéria dos regulares. "Um morador de qualquer um desses bairros, se eles virem um mosquito, ele não consegue diferenciar se é um wolbito ou não. Então, qual é a mensagem? Mate o mosquito", aponta Sylvestre. As medidas de prevenção à dengue devem continuar entre a população. Segundo os pesquisadores, matar os mosquitos e acabar com os criadouros não interfere na eficácia do projeto. Mais de 10 anos de pesquisa A tecnologia do Método Wolbachia começou a ser desenvolvida em 2012, segundo o pesquisador da Fiocruz, Diogo Chalegre. O projeto foi implantado em outras cidades, como Niterói (RJ) e Campo Grande (MS). "A gente não está chegando aqui como pesquisa. A gente está chegando como uma política pública em saúde pública, para melhorar a vida das pessoas", afirma. Segundo Gabriel Sylvestre, o trabalho de liberação constante dura cerca de seis meses. "Com essa liberação constante, durante cerca de 26 semanas, a gente vai substituindo a população de mosquitos sem Wolbachia por uma com Wolbachia. Então, podemos parar de liberar os mosquitos, que eles próprios vão se reproduzir e proteger a população", diz. Segundo Gabriel, a cidade de Ribeirão Preto terá 700 mil mosquitos liberados toda semana. Os outros 2 milhões e 300 insetos vão para outras três cidades do interior de São Paulo: São Carlos, Araraquara e São José do Rio Preto. Veja mais notícias da região no g1 Ribeirão Preto e Franca VÍDEOS: Tudo sobre Ribeirão Preto, Franca e região

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