Carro que matou menino atropelado e deixou mãe ferida em Ribeirão Preto era alugado, diz advogado
Carro que matou menino atropelado e deixou mãe ferida em Ribeirão Preto era alugado O carro que atropelou e matou o menino Guilherme da Silva Maia, de 6 anos,...
Carro que matou menino atropelado e deixou mãe ferida em Ribeirão Preto era alugado O carro que atropelou e matou o menino Guilherme da Silva Maia, de 6 anos, no acostamento de uma rodovia em Ribeirão Preto (SP), era alugado. O veículo também atingiu a mãe da criança, Eliene de Santana Maia, de 33 anos, que já passou por duas cirurgias e segue internada à espera de outras duas no Hospital das Clínicas (HC). A afirmação sobre a locação do carro foi dada pelo advogado da família, Luis Felipe Perrone, durante uma manifestação de amigos e familiares neste sábado (10) em frente ao Ministério Público. Durante o ato, eles pediram por justiça e pela prisão do cantor Gustavo Perissoto de Oliveira, de 25 anos e que é investigado em liberdade. ✅Clique aqui para seguir o canal do g1 Ribeirão e Franca no WhatsApp Amigos e familiares de menino morto atropelado em Ribeirão Preto fizeram manifestação em frente ao Ministério Público Reprodução/EPTV Segundo Perrone, a defesa enviou um ofício à locadora do veículo para obter detalhes sobre o rastreio do trajeto feito antes do atropelamento. "Estamos aguardando a resposta de alguns ofícios, dentre eles um ofício à locadora do veículo em relação ao rastreio desse veículo. Essa prova, ao nosso ver, é de suma importância para a elucidação dos fatos", disse. A defesa do cantor disse que no dia do acidente, o jovem achou que bateu contra a proteção metálica da via, e não contra mãe e filho. Afirmou, ainda, que ele colabora com a Justiça e que não se exime das responsabilidades, prestando apoio também à família. LEIA TAMBÉM Atropelamento e morte de menino: frentista diz que testemunhas tentaram alertar cantor após colisão no acostamento 'Não tenho mais lágrimas para chorar', diz pai após morte de menino atropelado por motorista que fugiu em Ribeirão Preto Novas imagens, testemunhas e perícia: como ficam investigações após morte de menino atropelado por cantor Mulher deve passar por novas cirurgias Mãe atropelada junto com filho se recupera de ferimentos, em Ribeirão Preto (SP) Na terça-feira (6), cinco dias após o acidente, Eliene gravou um vídeo à EPTV, afiliada da TV Globo, onde falou sobre os ferimentos (veja acima). "Fiz cirurgia no braço, fiz cirurgia na bacia, porque eu quebrei a bacia. Não sei se vou ter que fazer outra cirurgia. No pé esquerdo, fiz tomografia ontem. Aí eu não sei se vai ter que fazer cirurgia. Estou no aguardo pra ver." Ela se recupera no quarto do hospital e está com braços e pernas engessados, além de ter colocado pinos na bacia. O marido, Albertino da Silva Filho, afirmou neste sábado que a mulher deve passar por mais duas cirurgias. "Minha esposa está melhorando, mas ainda tem duas cirurgias para fazer na segunda-feira, cirurgia da bacia e a outra do tornozelo direito. Não tem previsão de sair do hospital." Eliene de Santana Maia, de 33 anos, se recupera após ser atropelada por motorista em Bonfim Paulista, distrito de Ribeirão Preto, SP Arquivo pessoal Como está a investigação O atropelamento foi gravado por câmeras de segurança e ocorreu em um trecho de acesso à Rodovia José Fregonezi, no distrito de Bonfim Paulista, no dia 1º de janeiro. As imagens mostram o momento em que um carro saiu da pista e pegou mãe e filho pelas costas. Eliene de Santana Maia, de 33 anos, foi hospitalizada com fraturas graves e segue internada. O filho, Guilherme da Silva Maia, chegou a ser internado em estado gravíssimo no Centro de Terapia Intensiva Pediátrica (CTI) da Unidade de Emergência do Hospital das Clínicas (HC-UE) e teve a morte confirmada na madrugada do domingo. Guilherme da Silva Maia, de 6 anos, não resistiu aos ferimentos causados por atropelamento em Bonfim Paulista, distrito de Ribeirão Preto, SP Arquivo pessoal Gustavo, de 25 anos, se apresentou à polícia um dia depois do acidente, na tarde de 2 de janeiro. Em depoimento, ele negou ter consumido bebida alcoólica antes de dirigir, mas alegou ter se distraído com a central multimídia do veículo em que estava, que era alugado. "Ele alega que estava transitando pela rodovia, local dos fatos, e ele se distraiu em determinado momento com a central multimídia do carro, ele não tinha muito conhecimento do veículo, e sentiu o impacto. Olhou pelo espelho retrovisor, não viu nada na pista, achou que havia batido no guard-rail e seguiu seu trajeto", disse Ariovaldo Torrieri, delegado do 7º Distrito Policial. Marcelo Santos, frentista do posto de combustível vizinho ao local onde Eliene e o filho foram atropelados, afirma que clientes que estavam no estabelecimento tentaram alertar o motorista sobre o ocorrido. Segundo ele, Gustavo foi embora do local sem demonstrar intenção de ajudar as vítimas. O cantor é investigado por homicídio culposo, que é quando a pessoa não tem a intenção de matar, mas foi liberado por falta de requisitos legais para uma eventual prisão. A Polícia Civil começou a ouvir as primeiras testemunhas do caso nesta terça-feira. O cantor Gustavo Perissoto de Oliveira, suspeito de atropelar menino e mãe no acostamento em Ribeirão Preto Reprodução/EPTV Veja mais notícias da região no g1 Ribeirão Preto e Franca VÍDEOS: Tudo sobre Ribeirão Preto, Franca e região