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Caso Larissa: nova perícia vai usar scanner 3D e luminol na casa em que esposa de PM morreu baleada

Caso Larissa: exame confirma que disparo foi feito do lado esquerdo da cabeça A polícia pretende realizar nesta sexta-feira (11) uma nova perícia na residên...

Caso Larissa: nova perícia vai usar scanner 3D e luminol na casa em que esposa de PM morreu baleada
Caso Larissa: nova perícia vai usar scanner 3D e luminol na casa em que esposa de PM morreu baleada (Foto: Reprodução)

Caso Larissa: exame confirma que disparo foi feito do lado esquerdo da cabeça A polícia pretende realizar nesta sexta-feira (11) uma nova perícia na residência em que Larissa Morata, de 29 anos, morreu com um tiro na cabeça, em Embu das Artes, Grande São Paulo. Para os exames complementares, os peritos vão usar scanner 3D e luminol, equipamentos que podem ajudar a entender as circunstâncias da morte da técnica em radiologia. Segundo a Polícia Civil, Larissa foi morta pelo marido, o policial militar Vinicius Silva, de 26 anos, no último domingo (6). O soldado da Polícia Militar (PM) está preso temporariamente desde segunda-feira (7) por suspeita de assassinato. Ele nega o crime e afirma que a mulher se suicidou. O caso segue sendo investigado como "morte suspeita" a esclarecer, na qual a principal hipótese é de feminicídio. A investigação ainda aguarda os resultados dos exames periciais para comprovar essa versão. Entre eles estão o aparelho de scanner 3, um exame tridimensional para analisar as posições e alturas de Larissa e de Vinicius, além da trajetória do disparo. Outro é o luminol, substância que detecta manchas e sangue imperceptíveis a olho nu. Peritos da Polícia Técnico-Científica já sabem que o tiro não foi encostado na cabeça: ele ocorreu a certa distância. Para o Instituto de Criminalística (IC), Larissa foi atingida pelas costas enquanto estava em pé. Como a mulher era destra, e o tiro partiu da esquerda para a direita, a tese de suicídio perdeu força. Laudo pericial apontou que Larissa morreu por traumatismo craniano em decorrência de ferimento por arma de fogo. A pistola, que pertence a Vinicius, foi encontrada sob o corpo da vítima. O Instituto Médico Legal (IML) identificou ainda 14 hematomas espalhados pelo corpo de Larissa. Eles estavam na mão esquerda, nos dorsos das mãos direita e nos pés, nos joelhos e na perna esquerda. O crime A técnica em radiologia Larissa era casada com o PM Vinicius. Polícia apura se ela se matou ou se foi assassinada em Embu das Artes.. Reprodução/Arquivo pessoal No final de semana, agentes da Polícia Militar foram chamados por Vinicius para ir até a casa do casal porque Larissa teria tirado a própria vida. Lá, eles encontraram a mulher baleada e morta dentro do banheiro da residência onde ela morava com o marido e o filho de 2 anos deles. Vinicius disse que havia pedido a separação e que, depois disso, a esposa se matou com a arma dele. Segundo parentes de Larissa, o motivo do crime poderia ser patrimonial. A mulher havia recebido imóveis de herança da família e, com a morte dela, os bens poderiam passar para Vinicius. Os familiares também relataram ciúmes excessivos e comportamentos possessivos e violentos por parte do policial, incluindo histórico de agressões físicas e ameaças com arma em público. Busca e apreensão Vinicius Costa Silva, de 26 anos, foi preso na investigação que apura a morte da esposa dele, Larissa da Cruz Morata, de 29 anos. Reprodução/Redes Sociais Além de Vinicius, a irmã dele, Thamires Matias, de 19 anos, é investigada no caso. Ela é suspeita de fraude processual - de acordo com a lei, esse crime ocorre quando alguém tenta enganar a investigação ou a perícia. Na quinta-feira (10), a delegacia central de Embu das Artes cumpriu mandado de busca e apreensão contra Thamires. A jovem não estava no imóvel onde mora com os pais. Os policiais queriam apreender o celular dela para análise. O motivo da busca foi o fato de ter ocorrido divergências entre o depoimento dela e do irmão. O principal deles foi que Vinicius falou que Thamires não estava na residência de Embu no momento em que Larissa morreu. Mas a irmã do PM deu outra versão: a de que estava no imóvel quando isso ocorreu. A equipe de reportagem tenta contato com as defesas dos irmãos para comentar o assunto. Vinicius e Thamires ainda não foram interrogados ou indiciados pela polícia por nenhum dos crimes pelos quais são investigados. Caso Larissa Morata: Trajetória da bala embasou pedido de prisão de PM suspeito de matar esposa

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