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Cerca de 1,1 mil voluntários e histórias de bravura: conheça a participação do oeste paulista na Revolução de 1932

Acervo em Presidente Prudente preserva história do Oeste Paulista na Revolução de 1932 Quase um século depois da Revolução Constitucionalista de 1932, Pre...

Cerca de 1,1 mil voluntários e histórias de bravura: conheça a participação do oeste paulista na Revolução de 1932
Cerca de 1,1 mil voluntários e histórias de bravura: conheça a participação do oeste paulista na Revolução de 1932 (Foto: Reprodução)

Acervo em Presidente Prudente preserva história do Oeste Paulista na Revolução de 1932 Quase um século depois da Revolução Constitucionalista de 1932, Presidente Prudente (SP) continua preservando a memória de um dos capítulos mais marcantes da história do estado de São Paulo e da cidade. Um acervo reunido no Museu e Arquivo Histórico, monumentos espalhados pelo município e a Comissão Prudentina para a Preservação da Memória da Revolução Constitucionalista de 1932, criada em 2024, mantêm vivas as histórias dos cerca de 1.100 voluntários da região que participaram dos combates e das pessoas que contribuíram para o movimento. 📲 Participe do canal do g1 Presidente Prudente e Região no WhatsApp Ao g1, o major veterano Vitor José Bazo, membro da comissão, explica que, pouco depois da eclosão da Revolução Constitucionalista de 1932, em 9 de julho, autoridades e integrantes da sociedade se mobilizaram e deram origem ao Batalhão de Presidente Prudente, comandado pelo coronel Miguel Brizola. Os voluntários foram reunidos onde atualmente fica a Praça Nove de Julho e enviados para a Frente Sul das batalhas, na região de Ourinhos (SP). Além dos combatentes, mulheres, crianças e outros moradores contribuíram com alimentos, cobertores e medicamentos para apoiar os voluntários. Foto de voluntários de Presidente Prudente (SP) em trincheira durante a Revolução de 1932 exposta no Museu e Arquivo Histórico Stephanie Fonseca/g1 LEIA TAMBÉM: Revolução Constitucionalista: confira funcionamento de serviços públicos no Oeste Paulista durante feriado Sol ‘tímido’, nevoeiro e chuvas isoladas: confira previsão de tempo durante feriado no interior de SP Há mais de um século, Shokonsai mantém a tradição de homenagear os antepassados no único Cemitério Histórico Japonês do Brasil Na época, Presidente Prudente tinha cerca de 15 mil habitantes. Mesmo assim, o número de voluntários chamou a atenção. Como a cidade ainda não possuía efetivo da então Força Pública, a atual Polícia Militar, todos os combatentes prudentinos eram voluntários. Conforme conta o major Bazo, ao todo, sete combatentes da região morreram durante os confrontos e marcaram a história. Um deles foi o Tenente Nicolau Maffei, que atualmente dá nome a uma rua em Presidente Prudente. Segundo Bazo, ele foi ferido duas vezes na trincheira e, quando recebeu a ordem para se render, recusou-se a baixar as armas. "Ele disse que não baixaria [as armas], porque um paulista não se rende, e ele foi ferido pela terceira vez, na cabeça, e tombou na trincheira", lembra. De acordo com o major veterano, as tropas adversárias reconheceram sua bravura e realizaram o enterro com honras militares. LEIA TAMBÉM: Prefeitura de Adamantina cria programa que paga até R$ 30 mil para servidores aposentados deixarem os cargos; entenda ‘Tem mais gente no estádio do que na minha cidade’: brasileira descreve sensação de trabalhar na Copa do Mundo Denúncias de violações contra população LGBTQIAPN+ no 1º semestre de 2026 já igualam total de 2025 em Presidente Prudente Outra história lembrada pelo major veterano é a do Soldado Amendoim. Morador de rua conhecido apenas pelo apelido, ele se voluntariou para lutar na Frente Sul. Morreu durante os combates e, até hoje, seus restos mortais não foram encontrados. "Era aquela pessoa que não era valorizada pela sociedade, morador de rua, aquela pessoa que ninguém dava valor, que mostrou o seu valor em um combate e, infelizmente, até hoje ninguém sabe nem o seu nome", diz Bazo. Soldado Amendoim é lembrado em monumento na Praça Nove de Julho, no Centro, em Presidente Prudente (SP) Enzo Mingroni/g1 Conforme o presidente da comissão e coronel veterano da PM, Luís Nelson Disaró, entre as ações desenvolvidas estão a preservação do acervo histórico, a conservação de monumentos e o incentivo para que moradores doem documentos e objetos relacionados ao movimento. Esses itens serão reunidos no museu, onde estão guardados itens como a bandeira do batalhão, fardamentos, o kit médico utilizado pelo doutor Domingos Leonardo Cerávolo e uma das espadas do Coronel Miguel Brizola. Itens da Revolução Constitucionalista de 1932 podem ser vistos em exposição no Museu e Arquivo Histórico de Presidente Prudente Stephanie Fonseca/g1 A Revolução A participação de Presidente Prudente faz parte de um movimento maior: a Revolução Constitucionalista de 1932. Segundo o coronel veterano Disaró, o objetivo da revolução era restabelecer a ordem constitucional no país. "A revolução foi a última alternativa para trazer o Brasil de volta para uma situação de legalidade", comenta em entrevista ao g1. De acordo com o coronel, após a Revolução de 1930, o governo provisório de Getúlio Vargas permaneceu no poder, o Congresso Nacional, as assembleias legislativas e as câmaras municipais foram fechados, a Constituição deixou de ser utilizada e o país passou a ser governado por decretos. Segundo Luiz Nelson Disaró, o movimento não foi restrito às elites econômicas. Segundo ele, participaram da revolução comerciantes, trabalhadores, estudantes, industriais, pessoas de diferentes classes sociais, além de negros, indígenas, estrangeiros e voluntários de outros estados que defendiam o retorno da Constituição. O coronel também explica que o Batalhão Constitucionalista de Presidente Prudente atuou na Frente Sul, na divisa com o Paraná, enquanto outras frentes de combate se concentraram em divisas como as com os estados de Minas Gerais e do Rio de Janeiro. Voluntários de Presidente Prudente atuaram na Frente Sul, na região de Ourinhos; foto está exposta no museu Stephanie Fonseca/g1 Militarmente, a revolução terminou com o armistício de 2 de outubro, quando São Paulo já não tinha condições de manter os combates por falta de munição, armamentos, medicamentos e alimentos. Para Luiz Nelson Disaró, apesar da derrota militar, parte dos objetivos do movimento foi alcançada posteriormente com a convocação da Assembleia Constituinte e a elaboração de uma nova Constituição. "De certa maneira, São Paulo conseguiu o que queria, né? Que era a volta da Constituição", diz. Interessados em fazer doações de itens da revolução podem entrar em contato com o museu pelo telefone (18) 3223-9404 ou procurar a comissão por meio do Instagram Bravos Prudentinos de 32. Initial plugin text Itens da Revolução Constitucionalista de 1932 podem ser vistos em exposição no Museu e Arquivo Histórico de Presidente Prudente Stephanie Fonseca/g1 Major veterano Vitor Bazo (à esquerda) e coronel veterano Luís Disaró trabalham para manter viva a história da Revolução de 1932 Stephanie Fonseca/g1 Itens da Revolução Constitucionalista de 1932 podem ser vistos em exposição no Museu e Arquivo Histórico de Presidente Prudente Stephanie Fonseca/g1 Veja mais notícias no g1 Presidente Prudente e Região VÍDEOS: assista às reportagens da TV TEM

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