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Defensoria cobra explicação da Prefeitura de Rio Preto por desistência de restaurante popular após gasto de R$ 1,4 milhão

Restaurante popular em São José do Rio Preto (SP) TV TEM / Rodrigo Carraro A Defensoria Pública pediu explicações à Prefeitura de São José do Rio Preto ...

Defensoria cobra explicação da Prefeitura de Rio Preto por desistência de restaurante popular após gasto de R$ 1,4 milhão
Defensoria cobra explicação da Prefeitura de Rio Preto por desistência de restaurante popular após gasto de R$ 1,4 milhão (Foto: Reprodução)

Restaurante popular em São José do Rio Preto (SP) TV TEM / Rodrigo Carraro A Defensoria Pública pediu explicações à Prefeitura de São José do Rio Preto (SP) e à Diretoria Regional de Desenvolvimento Social (DRADS) sobre a desistência da implantação de um restaurante popular na região norte. Segundo consta no ofício assinado pelo defensor público Júlio César Tanone, a decisão de cancelar o projeto foi anunciada em 18 de setembro após o investimento de R$ 1,4 milhão realizado pelo Poder Executivo. Em nota à TV TEM, a prefeitura informou que mantém uma rede de atendimento às famílias em situação de vulnerabilidade e em risco de insegurança alimentar. Veja detalhes abaixo. 📲 Participe do canal do g1 Rio Preto e Araçatuba no WhatsApp Conforme apurado pela reportagem, parte do investimento foi destinada à locação do prédio, localizado na Avenida Mirassolândia, e em equipamentos para o restaurante. Restaurante popular em São José do Rio Preto (SP) Reprodução / TV TEM Tanone também destaca o forte impacto social da medida na região de maior vulnerabilidade. De acordo com relatórios do Ministério da Saúde, ao menos 5,6 mil moradores (2.639 domicílios) enfrentam risco de insegurança alimentar no município. Por sua vez, o Cadastro Único (CadÚnico) revela que 12,9% das famílias rio-pretenses vivem em condição de vulnerabilidade social. O Defensor Público solicitou à Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social informações sobre a quantidade exata de famílias cadastradas abaixo da linha da pobreza na região norte, além de esclarecimentos sobre o porquê de o Poder Executivo não aderiu ao protocolo nacional "Brasil Sem Fome", do Governo Federal. À Secretaria Municipal de Agricultura e Abastecimento, foram solicitados dados da demanda reprimida no Banco Municipal de Alimentos. Já a DRADS deverá apresentar o "estudo técnico" citado para fundamentar o cancelamento do projeto do restaurante, o qual alegou "baixo fluxo de pessoas" e "custos elevados de manutenção". Restaurante popular em São José do Rio Preto (SP) TV TEM / Rodrigo Carraro O restaurante popular foi anunciado em 2023 na gestão do ex-prefeito Edinho Araújo. À época, a proposta era oferecer mil refeições por dia a preços populares. Um contrato de locação foi firmado com um empresário para a construção do prédio e tinha duração de cinco anos. Ao longo de nove meses, o município pagou em média R$ 700 mensais de aluguel. Após assumir a cadeira do Executivo, Fábio Cândido (PL) havia mantido a decisão de colocar o restaurante em funcionamento. A partir de agora, as secretarias municipais e o órgão estadual têm o prazo de dez dias úteis para responder à Defensoria Pública. O Ministério Público também entrou no caso e pediu detalhes à prefeitura sobre a decisão de cancelar o projeto. Nesse último caso, o prazo para a resposta é de 30 dias. Prefeitura de Rio Preto terá de explicar desistência do restaurante popular ao MP O que diz a Prefeitura A Prefeitura de São José do Rio Preto, por meio da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social, informa que mantém uma rede de atendimento às famílias em situação de vulnerabilidade e risco de insegurança alimentar em diferentes regiões da cidade. O atendimento é realizado de forma descentralizada pelos 13 CRAS, que fazem o acompanhamento das famílias e o encaminhamento para serviços, benefícios e programas de acordo com as necessidades identificadas em cada território. As ações de segurança alimentar também são desenvolvidas de forma integrada com outras áreas da administração municipal, incluindo a Secretaria de Agricultura. Em relação a uma eventual alternativa ao restaurante previsto para a zona Norte, o município segue avaliando as possibilidades dentro das políticas de segurança alimentar já existentes. A Prefeitura informa ainda que irá se manifestar dentro do prazo solicitado pela Defensoria. Initial plugin text Veja mais notícias da região no g1 Rio Preto e Araçatuba VÍDEOS: confira as reportagens da TV TEM

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