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Empresários são acusados de sumir com investimentos de clientes em corretoras de Ribeirão Preto, SP

Justiça torna réus três empresários suspeitos de sumir com dinheiro de investidores A Justiça Federal aceitou uma denúncia contra três empresários de Ri...

Empresários são acusados de sumir com investimentos de clientes em corretoras de Ribeirão Preto, SP
Empresários são acusados de sumir com investimentos de clientes em corretoras de Ribeirão Preto, SP (Foto: Reprodução)

Justiça torna réus três empresários suspeitos de sumir com dinheiro de investidores A Justiça Federal aceitou uma denúncia contra três empresários de Ribeirão Preto (SP) acusados de causar prejuízos a clientes de corretoras de investimentos e de realizar operações financeiras sem autorização do sistema financeiro nacional. De acordo com informações do processo, mais de 600 pessoas aplicaram recursos na Mercatore e na Meca Investimentos, com a promessa de rentabilidade acima da média, mas ficaram sem acesso aos rendimentos e aos aportes. Breno Pignata, Felipe Rassi e Edilson Games vão responder por crimes financeiros e associação criminosa, segundo decisão expedida em janeiro pela juíza federal Milenna Marjorie Fonseca da Cunha. Faça parte do canal do g1 Ribeirão e Franca no WhatsApp Procurado pela EPTV, afiliada da TV Globo, Felipe Rassi disse que foi vítima da Mercatore e também teve prejuízos. O advogado de Edilson Games disse que mandaria uma resposta, mas não se posicionou até a publicação desta notícia. A reportagem não conseguiu falar com Breno Pignata. Breno Pignata, Felipe Rassi e Edilson Games, acusados de causar prejuízos a clientes de corretoras de investimentos em Ribeirão Preto (SP). Reprodução/EPTV Prejuízos a investidores De acordo com a denúncia do MPF, os réus captaram recursos financeiros de mais de 600 pessoas, as convencendo a investir em um fundo de investimentos próprio da Mercatore e/ou da Meca. Além de promessas de rentabilidades atrativas e prejuízos limitados, os acusados prometiam um “fundo garantidor próprio”, semelhante ao Fundo Garantidor de Créditos da Bolsa de Valores, mas posteriormente impediram os clientes de resgatar o capital investido, segundo o Ministério Público Federal. LEIA TAMBÉM Grupo Fictor tem mais de 90 credores em Ribeirão Preto; dívidas somam R$ 53,4 milhões Golpe do falso advogado: como se proteger de criminosos que espelham tela para acessar contas bancárias Clientes tinham relação de confiança com CEO de banco digital suspeito de golpe milionário: 'Vivia dentro de casa' Segundo a Polícia Federal, foram ao menos 527 transações entre julho de 2018 e novembro de 2021 realizadas sem respeitar os contratos de prestação de serviços firmados com os clientes. De acordo com a denúncia, parte dos valores recebidos pela Mercatore foi destinada a empresas de capital fechado e em estágio embrionário ligadas direta ou indiretamente aos denunciados, "cujos valores recebidos acabaram dissipados sem qualquer retorno aos investidores." Outra parte, segundo a ação, foi direcionada a aplicações de elevado risco na Bolsa e resultaram em um prejuízo de R$ 16,1 milhões. A denúncia cita que, apesar de os investidores terem tido acesso a resgates parciais na Mercatore, a maioria foi privada de parte ou do total do patrimônio investido quando a empresa encerrou as atividades ao ser alvo de pedidos de liquidação de investimentos. Segundo a acusação, Breno chegou a oferecer um plano de recuperação extrajudicial, mas não cumpriu o prometido. Redes sociais da Mercatore, acusado de sumir com investimentos de clientes em Ribeirão Preto (SP). Reprodução/EPTV Os problemas e as operações não autorizadas, de acordo com o MPF, prosseguiram na Meca Investimentos, empresa que foi aberta por Felipe e o assessor Edilson e para onde eles levaram parte dos clientes que eram da Mercatore com a promessa de aplicação de recursos estritamente no mercado financeiro brasileiro. "As condutas criminosas supra foram repetidas na Meca (...) Felipe acabou investindo os valores dos clientes no mercado financeiro internacional." A denúncia ainda observa que, apesar da ruptura da sociedade entre Felipe e Breno em 2020, os contratos investigados mostram que Mercatore e Meca "mantinham uma relação simbiótica". Ao término das investigações, o Ministério Público Federal denunciou os empresários por atuarem como assessores de investimento sem autorização, por praticarem gestão temerária, além de apropriação indébita de valores. "Estamos diante do funcionamento da Mercatore e da Meca como instituições financeiras clandestinas (...), tendo os denunciados angariado valores milionários mediante a oferta irregular de contratos de investimento coletivo, sem prévio registro e autorização da autoridade competente", denunciou o Ministério Público Federal. Mercatore oferecia fundo garantido próprio e rendimentos acima da média de mercado, segundo o Ministério Público Federal. Reprodução/EPTV Veja mais notícias da região no g1 Ribeirão Preto e Franca VÍDEOS: Tudo sobre Ribeirão Preto, Franca e região

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