Escola municipal de Guareí tem água contaminada, risco de deslizamento e mofo, aponta relatório do MP
Escola municipal de Guareí tem água contaminada, risco de deslizamento e mofo, aponta MP O Ministério Público de São Paulo (MPSP) recebeu uma denúncia sob...
Escola municipal de Guareí tem água contaminada, risco de deslizamento e mofo, aponta MP O Ministério Público de São Paulo (MPSP) recebeu uma denúncia sobre graves problemas estruturais na Escola Municipal de Educação Infantil (Emei) "Sônia Maria Pinto de Barros", no bairro Floresta 1, em Guareí (SP). As irregularidades motivaram a abertura de um procedimento para apurar a situação e a responsabilidade da prefeitura. 📲 Participe do canal do g1 Itapetininga e Região no WhatsApp A TV TEM teve acesso, com exclusividade, ao relatório. No documento, o MP aponta uma série de irregularidades que colocam em risco a segurança de alunos e funcionários da unidade. Entre os problemas identificados estão água contaminada para consumo e risco de deslizamento de terra. Confira os principais apontamentos: Infiltrações e presença de mofo em quase todos os setores; Forros deteriorados; Fiação exposta e com ligações elétricas improvisadas; Extintores vencidos e sem alvará; Lavatórios sem ligação sanitária; Problemas de higiene no fraldário; Pisos se soltando em áreas que crianças possuem acesso. MP aponta irregularidades sanitárias e estruturais na escola Reprodução/MPSP Um inquérito civil processual foi instaurado após as fortes chuvas que atingiram a cidade e danificaram gravemente a estrutura da escola, em novembro de 2023. Uma vistoria foi feita em maio de 2024. Dois meses depois, a então diretora da unidade solicitou reparos urgentes devido ao risco de deslizamento de terra. Segundo o documento, ela também relatou novos casos de problemas respiratórios entre os alunos, associados à presença de mofo e à forte umidade no local. LEIA TAMBÉM: Morador denuncia abandono em cemitério e dificuldade para encontrar jazigos de familiares: 'Tudo parece destruído' MP e governo de SP firmam acordo para ampliar centros de reabilitação de animais silvestres no interior Ponte entre Tatuí e Iperó é interditada para circulação de ônibus e caminhões após prefeitura identificar alterações estruturais Segundo o MP, uma vistoria sanitária foi feita em junho de 2025. O procedimento constatou que a escola estava em "estado de insalubridade" devido à quantidade de bolor. "A análise técnica das condições da escola revela um cenário de extrema gravidade, caracterizado por um processo avançado e generalizado de degradação predial [...] A ausência de ações enérgicas e resolutivas perpetuará a degradação do patrimônio público e a exposição diária de centenas de crianças e profissionais a um ambiente insalubre, perigoso e totalmente incompatível", diz o documento. Além disso, o MP aponta que a gestão municipal foi omissa perante à situação estrutural da unidade escolar, devido ao risco de incêndios, contaminação por água e esgoto e problemas sanitários. "Os elementos colhidos in loco e a vasta documentação analisada atestam que a edificação padece de omissão administrativa contínua, resultando em múltiplas inconformidades estruturais, sanitárias, de segurança e de acessibilidade que inviabilizam o seu funcionamento seguro e expõem a comunidade escolar a riscos inaceitáveis", prossegue. Por causa dos problemas, a promotoria determinou o envio de um ofício à Vigilância Sanitária Municipal, pedindo uma reavaliação técnica do ambiente. Junto a isso, são solicitados uma solução concreta e um cronograma oficial de obras para sanar as irregularidades por parte da administração. MP aponta irregularidades sanitárias e estruturais na escola Reprodução/MPSP O que diz o MPSP Em nota enviada à TV TEM, o MPSP esclarece que o procedimento, instaurado a partir de uma denúncia anônima, segue em trâmite na promotoria de Porangaba (SP). O estudo técnico do Centro de Apoio à Execução do Ministério Público (CAEx) concluiu que há graves questões estruturais que demandam a atuação urgente da prefeitura. Conforme a nota, a prefeitura apresentou um plano de ação, que foi dividido em duas etapas. Assim, o ministério seguirá atuando de forma extrajudicial para apurar e fiscalizar a adequação do projeto apresentado, podendo acionar a Justiça, se necessário. MP aponta irregularidades sanitárias e estruturais na escola Reprodução/MPSP O que diz a prefeitura A Prefeitura de Guareí informou, por meio de nota, que já substituiu todas as calhas do prédio e eliminou os pontos de infiltração e focos de mofo na unidade. Ainda segundo a nota, a gestão aponta que, antes mesmo da inauguração da escola, o prédio já estava em situação precária e demandava uma severa intervenção devido ao longo tempo de uso e desgaste acumulado. "Por se tratar de uma estrutura antiga, o prédio segue recebendo melhorias contínuas. A secretaria informa que já foi aberto o processo de licitação pública específico para a reforma e adequação do sistema de caixas d'água, visando a garantir a máxima segurança estrutural e hídrica da unidade. Além disso, a equipe técnica já está realizando uma nova análise orçamentária para a pintura completa de toda a escola", diz a nota. A prefeitura disse ainda que os apontamentos restantes já foram encaminhados às equipes de manutenção responsáveis e que os ajustes serão feitos da forma adequada, sem interromper o calendário letivo dos alunos. MP aponta irregularidades sanitárias e estruturais na escola Reprodução/MPSP Initial plugin text *Colaborou sob supervisão de Larissa Pandori Veja mais notícias no g1 Itapetininga e Região VÍDEOS: assista às reportagens da TV TEM