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Esquema ilegal de canetas emagrecedoras no interior de SP: o que se sabe sobre caso

Aplicação de canetas emagrecedoras: técnica de enfermagem e biomédica são investigadas Uma investigação da Polícia Civil revelou um esquema de aplicaç...

Esquema ilegal de canetas emagrecedoras no interior de SP: o que se sabe sobre caso
Esquema ilegal de canetas emagrecedoras no interior de SP: o que se sabe sobre caso (Foto: Reprodução)

Aplicação de canetas emagrecedoras: técnica de enfermagem e biomédica são investigadas Uma investigação da Polícia Civil revelou um esquema de aplicação irregular de canetas emagrecedoras em Monte Alto (SP). O caso envolve profissionais da área da saúde, medicamentos sem autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e relatos de pacientes que passaram mal após o uso das substâncias. ✅Clique aqui para seguir o canal do g1 Ribeirão e Franca no WhatsApp Abaixo, veja perguntas e respostas do que já se sabe e o que ainda falta saber sobre o caso: O que motivou a investigação da Polícia Civil? Quem são as suspeitas envolvidas no caso? O que foi encontrado durante a operação? Como funcionava o suposto esquema entre as clínicas? As aplicações tinham acompanhamento médico? Quais crimes as profissionais podem responder? Os estabelecimentos foram interditados? O que dizem as defesas das suspeitas? Qual é a situação atual da investigação? Polícia Civil revelou esquema ilegal de canetas emagrecedoras em Monte Alto Reprodução/EPTV LEIA TAMBÉM Esquema ilegal de aplicação de canetas emagrecedoras em Monte Alto foi descoberto após relatos de pacientes com efeitos colaterais Polícia Civil suspeita que clínicas tinham esquema para aplicar canetas emagrecedoras em SP: 'Uma era indicada pela outra' Técnica de enfermagem e biomédica são suspeitas de aplicar canetas emagrecedoras sem autorização da Anvisa O que motivou a investigação da Polícia Civil? A investigação começou após pacientes procurarem o Pronto-socorro e unidades de saúde de Monte Alto relatando efeitos colaterais depois de usarem canetas emagrecedoras. As queixas foram registradas na Ouvidoria do município, o eOuve. A partir desses relatos, a Vigilância Sanitária acionou a Polícia Civil, que passou a apurar a situação. Quem são as suspeitas envolvidas no caso? As principais suspeitas são a biomédica Sinara Correa de Oliveira e a técnica de enfermagem Ivane Rosa da Silva, que foram presas em flagrante na terça-feira (31). Sinara pagou fiança de R$ 1,6 mil e foi liberada. Ivane foi liberada na quarta (1º), após audiência de custódia. A biomédica Sinara Correa e a técnica de enfermagem Ivane Rosa, suspeitas de vender canetas emagrecedoras sem autorização em Monte Alto (SP). Reprodução/EPTV O que foi encontrado durante a operação? Durante a fiscalização, foram apreendidas ampolas de tirzepatida, substância usada em canetas emagrecedoras, que estavam armazenadas em geladeiras sem qualquer comprovação de procedência. Segundo a Polícia Civil, os produtos não tinham registro nem autorização da Anvisa. Além disso, os policiais encontraram fichas de atendimento de pacientes, com dados como nome, cronograma de aplicação, dosagens, valores cobrados e até tabelas que acompanhavam a perda de peso. Como funcionava o suposto esquema entre as clínicas? De acordo com o delegado responsável pelo caso, Marcelo Lorenço dos Santos, duas clínicas atuavam em conjunto. Uma delas indicava clientes para a outra, criando uma espécie de rede de encaminhamento. Segundo a investigação, pacientes captados em uma clínica de estética eram direcionados a uma segunda unidade, onde tinham acesso ao medicamento aplicado de forma irregular. A Polícia Civil classificou essa atuação como uma indicação mútua de clientes, o que reforça a suspeita de esquema organizado. As aplicações tinham acompanhamento médico? A Polícia Civil informou que encontrou receitas médicas emitidas por um médico especialista, o que ainda está sendo apurado. No entanto, mesmo com eventual prescrição, a aplicação é considerada irregular porque o medicamento não tinha autorização da Anvisa e não podia ser comercializado ou aplicado nessas condições. Quais crimes as profissionais podem responder? As duas suspeitas devem responder por crime contra a saúde pública, incluindo delitos como falsificação, adulteração ou alteração de produto destinado a fins medicinais. Os estabelecimentos foram interditados? Não. Apesar da gravidade do caso, a Vigilância Sanitária optou por não lacrar as clínicas, segundo a Prefeitura. A justificativa é permitir que outros profissionais que trabalham nos locais sigam com a rotina de atendimento. Mesmo assim, a Secretaria Municipal de Saúde abriu processos administrativos para investigar os estabelecimentos. O que dizem as defesas das suspeitas? A defesa da técnica de enfermagem afirma que ela é ré primária, tem bons antecedentes e que os produtos apreendidos seriam de uso pessoal. Já a defesa da biomédica sustenta que ela atua há anos na área, sem histórico de irregularidades, e que exerce as atividades com base em conhecimento técnico e observância das diretrizes da profissão. Qual é a situação atual da investigação? O inquérito continua em andamento. A Polícia Civil agora tenta identificar quem fornecia os medicamentos, se há outros profissionais envolvidos e quantos pacientes podem ter sido afetados pelo uso irregular das canetas emagrecedoras. Ampolas de canetas emagrecedoras foram apreendidas em clínicas de Monte Alto (SP). Cacá Trovó/EPTV Veja mais notícias da região no g1 Ribeirão Preto e Franca VÍDEOS: Tudo sobre Ribeirão Preto, Franca e região

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