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Gradução em Inteligência Artificial da Unicamp aposta em projetos reais e uso ético da tecnologia

Acesso ao campus da Unicamp, em Campinas Antoninho Perri / Unicamp O curso de bacharelado em Inteligência Artificial (IA) e Ciência de Dados, aprovado pela C...

Gradução em Inteligência Artificial da Unicamp aposta em projetos reais e uso ético da tecnologia
Gradução em Inteligência Artificial da Unicamp aposta em projetos reais e uso ético da tecnologia (Foto: Reprodução)

Acesso ao campus da Unicamp, em Campinas Antoninho Perri / Unicamp O curso de bacharelado em Inteligência Artificial (IA) e Ciência de Dados, aprovado pela Câmara de Ensino, Pesquisa e Extensão (Cepe) da Unicamp, terá como proposta desafiar os estudantes a encontrarem resoluções para problemas da sociedade, abordar o "uso ético responsável" da IA, além de relacionar conteúdos de exatas com outras áreas do conhecimento. De acordo com a universidade de Campinas (SP), o projeto ainda precisa ser aprovado pelo Conselho Universitário (Consu), órgão máximo de deliberação da instituição. A expectativa é que ele seja votado na próxima sessão do conselho, em 31 de março. Caso seja aprovado, a previsão é que a graduação seja implementada no campus de Limeira (SP) no início de 2027. O curso também pode ter uma turma em Campinas a partir de 2028. ✍🏻 Cristiano Torezzan, diretor associado da Faculdade de Ciências Aplicadas (FCA) de Limeira (SP), e Leonardo Tomazeli, professor da FCA, participaram da idealização do curso. Eles explicaram ao g1 que a nova graduação foi criada para capacitar o profissional a não apenas programar, mas entender o problema, dialogar com outras áreas, encontrar os dados adequados e implementar uma solução. 📲 Participe do canal do g1 Campinas no WhatsApp "O grande diferencial é uma formação mais holística, mais ampla, no sentido de que cobre mais áreas do que tradicionalmente um curso de ciência da computação, por exemplo. Então, vai ser um curso eminentemente prático. Então, o estudante vai ter contato com problemas reais já desde o primeiro ano", relata Leonardo Tomazeli Veja os vídeos que estão em alta no g1 Onde ele poderá trabalhar? Com o diploma em mãos, o profissional estará apto a atuar em qualquer projeto que envolva a análise de dados e o desenvolvimento de algoritmos. Isso inclui desde a concepção e modelagem, até a implementação final da IA. Os professores ressaltam que a expectativa é que os formados ocupem vagas em todas as gamificações de inteligência artificial, entretanto, o curso propõe que o estudante busque uma especialização no final do curso, através da escolha de uma ênfase de especialização. "Ele vai escolher no final do curso uma ênfase, que é onde ele vai se especializar, principalmente no domínio de conhecimento daquelas áreas. Então, a nossa expectativa é que ele atue na grande área de IA, mas que ele possa se especializar em uma dessas ênfases que nós vamos oferecer aqui", explica Cristiano Torezzan. Segundo a Unicamp, o novo curso terá ênfases em três áreas: Cidades Inteligentes e Sustentáveis Administração Pública e Governo Digital Saúde e Esporte de Alto Rendimento Mais completo, prático e interdisciplinar Embora cursos como ciência da computação e outras engenharias possuam elementos semelhantes e também capacitem profissionais para trabalhar com a inteligência artificial, os professores explicam que eles nem sempre cobrem a "cadeia completa". Leonardo Tomazeli ressalta que um projeto não se baseia apenas na programação da inteligência artificial, e que o desenvolvimento de um projeto precisa ser somado a outras áreas do conhecimento. "O aluno tem que ter condições de ver toda essa cadeia, desde a modelagem do problema, do entendimento do problema, da interlocução com os atores que trabalham na área específica. [...] As vezes, o grande desafio de um projeto de IA nem sempre é a parte só técnica, mas é a parte de interação, de discussão com aquelas pessoas, as partes que estão envolvidas naquele problema", diz. Além disso, Cristiano Torezzan explica que em todos os semestres, os estudantes terão em suas grades curriculares disciplinas chamadas de "Projetos Integradores", onde vão poder aplicar os conhecimentos em "problemas reais". "Muito mais do que receber uma demanda pronta de um sistema que quer desenvolver, é preciso fazer esse sistema que cumpra essas características. Então, essa formação é ampla no sentido de ter mais aptidões, desenvolver habilidades e aptidões para conversar com pessoas que têm os problemas reais para serem resolvidos", explica. Conhecimentos éticos Segundo os professores, o curso também pretende formar pessoas que compreendam as limitações, riscos e aspectos éticos da área. "Tudo que é um pouco de soft skills, mas também esse uso ético responsável, que a gente acha também que é algo bem importante hoje para formar alguém que vai trabalhar na área de IA, né? Saber também as limitações, dificuldades, os riscos. Isso é bem importante para o curso", relata Leonardo Tomazeli. O curso O bacharelado terá duração mínima de oito e máxima de 12 semestres, com carga horária de 3.240 horas. Inicialmente, serão oferecidas 40 vagas para uma turma no período matutino. O curso será estruturado em seis eixos de formação: matemática estatística computação ferramentas de IA ciência de dados estágio De acordo com os professores, a graduação já está sendo oferecida por outras universidades públicas, como a Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), e privadas, como a PUC Goias e a PUC-Campinas. VÍDEOS: Tudo sobre Campinas e região Veja mais notícias sobre a região no g1 Campinas

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