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MP deflagra operação contra grupo que usava deepfakes de Drauzio Varella para vender produtos de saúde em anúncios falsos

Vídeos falsos dão a entender que pessoas como Drauzio Varella e Cláudia Raia estão incentivando compra de produtos BBC O Ministério Público de São Paulo ...

MP deflagra operação contra grupo que usava deepfakes de Drauzio Varella para vender produtos de saúde em anúncios falsos
MP deflagra operação contra grupo que usava deepfakes de Drauzio Varella para vender produtos de saúde em anúncios falsos (Foto: Reprodução)

Vídeos falsos dão a entender que pessoas como Drauzio Varella e Cláudia Raia estão incentivando compra de produtos BBC O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) deflagrou nesta quarta-feira (4) uma operação contra um grupo investigado por usar deepfakes de pessoas famosas, entre elas o médico Drauzio Varella, para vender na internet produtos relacionados à saúde. O grupo usava a imagem e a voz de pessoas conhecidas sem autorização para criar anúncios falsos e dar credibilidade aos produtos. Segundo o MP, os investigados também vendiam mentorias que ensinavam a criar propagandas falsas para divulgação no Facebook e no Instagram. A operação, batizada de Merovingian, é conduzida pelo CyberGAECO, com apoio do Ministério Público do Rio de Janeiro. 🔎 Deepfake é uma técnica que permite alterar um vídeo ou foto com ajuda de inteligência artificial. Com ele, por exemplo, o rosto da pessoa que está em cena pode ser trocado pelo de outra, ou aquilo que a pessoa fala pode ser modificado. Além das mentorias, a investigação aponta para a comercialização de suplementos e substâncias medicinais sem aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), com promessas de resultados milagrosos. Foram cumpridos mandados de busca e apreensão contra integrantes do grupo. De acordo com o Ministério Público, os dispositivos apreendidos poderão ajudar na identificação de outros envolvidos no esquema e de outras vítimas. Drauzio Varella vendendo colágeno? Como deep fakes estão sendo usados para golpes A investigação teve origem em uma representação apresentada por Drauzio Varella, por meio do escritório Bottini & Tamasauskas Advogados. “O sistema de justiça tem respondido com firmeza ao uso da inteligência artificial para manipular a imagem e a voz de personalidades públicas. A situação é grave e, infelizmente, cada vez mais comum, com impacto direto sobre a saúde pública, porque leva pessoas a consumir produtos sem controle sanitário acreditando seguir a recomendação de um médico. Os responsáveis terão de responder pelos danos que causaram”, afirmaram os advogados Igor Tamasauskas e Otávio Mazieiro, que representam o médico. Indenização de R$ 70 mil Em outubro, a 6ª Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) aumentou, por unanimidade, de R$ 10 mil para R$ 70 mil a indenização devida a Drauzio Varella em um processo relacionado a um curso que ensinava alunos a produzir anúncios falsificados com o rosto e a voz do médico. Segundo o TJ, as provas reunidas no processo mostraram que dois dos envolvidos concebiam, coordenavam e ministravam aulas em uma plataforma, ensinando alunos a usar a tecnologia de deepfake para criar os anúncios falsos. De acordo com o acórdão, eles também disponibilizavam aos alunos repositórios com fotos e outros elementos visuais de Drauzio Varella e davam orientações sobre a rentabilidade que poderia ser obtida com a confiança transmitida pela autoridade pública do médico. Na decisão, o relator considerou, entre outros pontos, a gravidade da utilização de inteligência artificial para forjar uma recomendação médica inexistente e o potencial risco à saúde pública provocado pela possibilidade de consumidores serem induzidos ao erro. A decisão também estendeu a responsabilização às empresas e aos sócios envolvidos, reconhecendo a responsabilidade solidária de todos pelos danos fixados no processo.

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