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O que se sabe sobre denúncia de estupro contra vereador dentro da Câmara de Sertãozinho, SP

Vereador suspeito de estupro é investigado na Câmara e na Polícia Civil em SP A Câmara de Sertãozinho (SP) tem 90 dias para apresentar o relatório de uma ...

O que se sabe sobre denúncia de estupro contra vereador dentro da Câmara de Sertãozinho, SP
O que se sabe sobre denúncia de estupro contra vereador dentro da Câmara de Sertãozinho, SP (Foto: Reprodução)

Vereador suspeito de estupro é investigado na Câmara e na Polícia Civil em SP A Câmara de Sertãozinho (SP) tem 90 dias para apresentar o relatório de uma comissão processante que investiga o vereador Antonio Cesar Peghini, o Cesinha (PL), suspeito de estuprar uma mulher dentro do próprio gabinete. A vítima afirma que o episódio ocorreu em junho, após ela procurar o parlamentar em busca de ajuda para conseguir um emprego. Segundo o depoimento, as conversas sobre trabalho teriam evoluído para investidas de cunho sexual por parte do vereador, que teria agendado o encontro no gabinete em um horário específico em que estaria sozinho. ✅Clique aqui para seguir o canal do g1 Ribeirão e Franca no WhatsApp Cesinha nega as acusações, alega ser alvo de uma tentativa de extorsão e afirma que provará a inocência ao longo do processo. Gabinete do vereador Cesinha (PL), denunciado por estupro em Sertãozinho (SP). Reprodução/EPTV A seguir, veja o que se sabe sobre as denúncias e as investigações: Quem é o vereador denunciado? O investigado é Antonio Cesar Peghini, conhecido como Cesinha, filiado ao PL. O parlamentar tem 56 anos e está no sexto mandato como vereador em cerca de 30 anos de vida pública. Em 2017, ele chegou a ser investigado e cassado por gastos com queijo e vinho com verba pública, mas o caso foi arquivado. Em 2018, durante uma confusão na Câmara, Cesinha agrediu um assessor de um parlamentar. Qual é a denúncia? A denúncia é de estupro. Segundo o relato da vítima à Polícia Civil e à Câmara, o crime teria ocorrido no dia 15 de junho. Uma moradora da cidade afirma ter sido submetida a ato sexual sem consentimento dentro do gabinete do vereador na Câmara. Ela alega que o parlamentar se aproveitou de sua situação de vulnerabilidade emocional e financeira. César Peghini agrediu assessor que filmava tumulto na Câmara de Sertãozinho, SP Reprodução/EPTV LEIA TAMBÉM 'Vou dispensar mais cedo a secretária': veja mensagens entre vereador denunciado por estupro e vítima em SP 'Eu paralisei, sabia que não ia adiantar gritar', diz mulher que acusa vereador de Sertãozinho, SP, de estupro no gabinete Câmara de Sertãozinho, SP, abre comissão processante contra vereador após denúncia de estupro Em entrevista, a mulher relatou que "paralisou" durante a abordagem e que não adiantaria gritar, pois a secretária do vereador já havia sido dispensada. Ela apresentou mensagens onde o parlamentar teria dito que dispensaria mais cedo a secretária e a orientado a chegar às 17h para o encontro. Após o ato, ela afirma ter saído em estado de choque e até dado carona ao vereador por se sentir coagida. Mensagem atribuída a vereador sobre encontro com mulher que denunciou estupro na Câmara de Sertãozinho (SP). Reprodução/EPTV O que será investigado na Câmara? A Câmara investigará quebra de decoro parlamentar e má conduta de improbidade administrativa. Uma comissão composta pelos vereadores Juan Luis Flores Bertuso, José André Roberto Mazer e Marília Gabriela Fernandes da Silva conduzirá os trabalhos. Eles analisarão documentos, mensagens de celular, imagens das câmeras de segurança do prédio e ouvirão testemunhas, além da própria vítima e do denunciado. O grupo tem um prazo de até 90 dias para concluir o relatório. O que pode acontecer com o vereador na Câmara? Ao final dos trabalhos da comissão, um relatório será submetido a votação no plenário, que pode levar à cassação do mandato do vereador, caso as provas sejam consideradas contundentes, ou ao arquivamento do processo. Câmara Municipal de Sertãozinho (SP). Reprodução/EPTV Como estão as investigações na Polícia Civil? O caso também é investigado pela Polícia Civil, mas como suspeita de crime contra a dignidade sexual. No âmbito desse inquérito criminal, a Justiça concedeu medidas protetivas à favor da vítima, proibindo Cesinha de manter contato ou de se aproximar dela, de familiares e testemunhas a uma distância mínima de 300 metros. O que diz o vereador? O vereador Antonio Cesar Peghini nega todas as acusações de estupro e afirma ser inocente. Ele nega que tenha havido qualquer ato sexual sem consentimento e afirma que não houve promessa ou intermediação de emprego para a denunciante. Ele argumenta que a função de vereador não tem o poder de gerar empregos e que, portanto, não poderia prometer algo que não teria como cumprir. Durante a sessão na Câmara, o vereador declarou ser alvo de uma tentativa de extorsão. Ele afirmou possuir capturas de tela de mensagens que corroborariam sua versão. Cesinha também defendeu a abertura da comissão processante na Câmara, pedindo aos colegas que votassem favoravelmente à investigação para que ele pudesse provar sua inocência. Ele afirma que a verdade será esclarecida ao longo do processo. Sobre as medidas protetivas, ele afirmou que confia no Judiciário e que não tem interesse ou motivos para descumprir as ordens judiciais. Vereador Cesinha (PL) durante sessão que criou comissão para apurar denúncia em Sertãozinho (SP) Reprodução/Câmara de Sertãozinho Veja mais notícias da região no g1 Ribeirão Preto e Franca

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