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Orelhão de Itu: conheça a história do monumento com 7 metros de altura que resgata sentimento nostálgico e memória nacional

Orelhão de sete metros é um dos símbolos de Itu (SP) Initial plugin text Se você já visitou Itu, no interior de São Paulo, provavelmente passou pela Praç...

Orelhão de Itu: conheça a história do monumento com 7 metros de altura que resgata sentimento nostálgico e memória nacional
Orelhão de Itu: conheça a história do monumento com 7 metros de altura que resgata sentimento nostálgico e memória nacional (Foto: Reprodução)

Orelhão de sete metros é um dos símbolos de Itu (SP) Initial plugin text Se você já visitou Itu, no interior de São Paulo, provavelmente passou pela Praça Padre Miguel, no Centro, e viu um orelhão "diferentão", laranja chamativo, com estrutura azul e telefone vermelho. As principais características, no entanto, são outras: ele não funciona e tem sete metros de altura. Instalado em 1973 pela antiga Telecomunicações de São Paulo (Telesp), o monumento é uma referência ao personagem Simplício, interpretado por Francisco Flaviano de Almeida no programa "Praça da Alegria", da extinta TV Tupi. 📲 Participe do canal do g1 Sorocaba e Jundiaí no WhatsApp Veja os vídeos que estão em alta no g1 Francisco nasceu em 1916 e morreu em 2004, aos 87 anos, após contrair pneumonia. Ele foi o grande responsável por consolidar a fama de Itu como a "cidade dos exageros", onde tudo é grande — título que persiste até hoje. Por isso, o g1 conversou com Francisco Alberto J. de Almeida, filho do humorista, para falar sobre o orelhão gigante e também sobre o desligamento dos telefones públicos no país. "Quando os orelhões começaram a ser instalados pelo Brasil, foi uma verdadeira febre. Eu era criança, mas lembro como isso aproximou as pessoas. O ministro das Comunicações daquele momento, coronel Hygino Corsetti, aproveitou o marketing e teve a ideia de mandar fazer o orelhão gigante de Itu", relembra. Segundo ele, a estratégia teve influência direta do personagem Simplício, que levava à televisão, naquela época em preto e branco, a ideia de que tudo em Itu era exageradamente grande. "Funcionou, porque tudo sobre a cidade virava centro das atenções naquele período", afirma. "O ministro aproveitou esse momento devido à fama da cidade de Itu que meu pai tanto falava nos programas de televisões que ele participava, e instalaram o orelhão. Embora tudo isso seja parte de um saudoso passado, é satisfatório saber que meu pai faz parte dessa história", lembra, emocionado. Personagem Simplício, interpretado por Francisco Flaviano de Almeida Reprodução/Arquivo pessoal Itu e seus exageros A fama da cidade surgiu nos anos 1960, graças ao humorista ituano e ao personagem Simplício, um caipira que contava histórias exageradas sobre sua terra natal. "Eu convivi não só com o personagem, mas com a pessoa que era o Simplício, que no dia a dia não tinha nada a ver com os personagens que fez durante a carreira e gostava mesmo de viver uma vida tranquila e pacata", afirma o filho. A brincadeira ganhou proporções gigantescas e impulsionou o turismo, atraindo visitantes interessados nos objetos fora de escala instalados na principal praça da cidade. Simples brincadeira tomou proporções do tamanho da cidade, o que intensificou o fluxo de turistas interessados em conhecer seus objetos gigantes Arquivo pessoal O orelhão foi cedido e instalado pela Telesp em 1973, na Praça da Matriz. Durante a inauguração, o então ministro Hygino Corsetti encerrou o discurso com a frase: "O Brasil é grande, mas eu sei que Itu é maior. E a Telesp não podia deixar de instalar, na cidade, um orelhão à altura da sua fama". Em 2000, após a privatização da empresa pela Telefônica, o monumento passou por reforma. Em 2012, com a mudança do nome da operadora de telefonia fixa no Brasil, o símbolo da cidade foi novamente alterado. A última reforma ocorreu em 2019, quando o orelhão voltou a exibir as cores originais da Telesp e a histórica ficha telefônica. Em 2014, parte do monumento despencou repentinamente e assustou moradores que passavam pelo local. Na ocasião, a prefeitura informou que não sabia a causa da queda e recolheu a estrutura para reforma. Ninguém ficou ferido. Apesar das mudanças e do incidente, o ponto turístico nunca perdeu seu significado e segue como um dos principais símbolos da grandiosidade ituana. Monumento precisou ser retirado para ser reparado Reprodução/Fernando de Souza Fim dos orelhões Enquanto o monumento de Itu permanece como atração turística, os orelhões convencionais caminham para a extinção. Em 2026, a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) iniciou a retirada definitiva dos telefones públicos, após o fim das concessões de telefonia fixa. Segundo a Anatel, cerca de 38 mil aparelhos ainda permanecem em funcionamento no país. Em Itu, existem atualmente 88 unidades, número bem menor do que no passado, quando eles eram quase indispensáveis. A remoção não será imediata em todas as cidades. Os orelhões só devem ser mantidos, até 2028, em locais onde não há cobertura de telefonia móvel. Veja no mapa abaixo quantos orelhões estão ativos nos municípios: *Colaboraram sob supervisão de Gabriela Almeida Veja mais notícias da região no g1 Sorocaba e Jundiaí VÍDEOS: assista às reportagens da TV TEM

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