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Prefeitura de Boituva propõe transferir área de pousos de paraquedismo para construir hospital; entenda

Prefeitura de Boituva quer mudar área de pousos de paraquedismo; associações discordam A possível transferência da área de pousos do Centro Nacional de Pa...

Prefeitura de Boituva propõe transferir área de pousos de paraquedismo para construir hospital; entenda
Prefeitura de Boituva propõe transferir área de pousos de paraquedismo para construir hospital; entenda (Foto: Reprodução)

Prefeitura de Boituva quer mudar área de pousos de paraquedismo; associações discordam A possível transferência da área de pousos do Centro Nacional de Paraquedismo (CNP), em Boituva (SP), para dar lugar a um hospital tem gerado divergências entre a prefeitura e representantes do esporte. A Força Aérea Brasileira (FAB) informou que o local oferecido pela administração municipal ainda não está liberado para uso. 📲 Participe do canal do g1 Itapetininga e Região no WhatsApp Segundo a prefeitura, a proposta é transferir o centro para outra área da cidade e destinar o terreno atual à construção de um hospital federal universitário. No entanto, a proposta enfrenta resistência de quem trabalha no ramo do paraquedismo. A associação que representa o setor é contrária às mudanças nas condições apresentadas e questiona a segurança do novo local oferecido. Centro Nacional de Paraquedismo Reprodução/Redes Sociais LEIA TAMBÉM Justiça determina que Itararé tenha leitos de saúde mental na Santa Casa Conchas e Sarutaiá terão novas eleições para prefeito em dezembro Justiça condena médico que usava documento falso para exercer profissão e causou morte de paciente em Tatuí Um parecer técnico aprovado pela associação e por responsáveis técnicos de escolas de paraquedismo de Boituva aponta diferenças entre a área atual e o local proposto para a transferência. Segundo o documento, ao qual a TV TEM teve acesso, o espaço disponível para os pousos seria menor. O parecer também destaca fatores considerados negativos para a prática do esporte, como a proximidade com o Rio Sorocaba, a presença de cabos de alta tensão e a existência de áreas sujeitas a alagamentos. A mudança também levanta a discussão sobre o acesso ao novo centro de paraquedismo. Em nota, o Departmamento de Estradas de Rodagem de São Paulo (DER-SP) informou que avalia a viabilidade de elaborar o projeto para a dupliucação e melhorias de um trecho da Rodovia José Sartorelli (SPA-115/280). Conforme o DER, o projeto deverá prever soluções de engenharia para o tráfego local, com foco na segurança viária e na eficiência logística. No entanto, não há confirmação de que a obra será realmente executada. A Prefeitura de Boituva defende a transferência do centro, mas a nova área ainda precisa cumprir etapas para poder receber operações aéreas e obter a licença ambiental necessária para começar a funcionar. Boituva é a capital nacional do paraquedismo Reprodução O que dizem os envolvidos A Força Aérea Brasileira (FAB), por meio do Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea), esclareceu que a nova área ainda não pode ser utilizada. Para isso, o operador precisaria solicitar a alteração cadastral à Anac. A FAB ainda afirma que, após o trâmite, seria necessário a emissão de uma portaria e uma publicação no Diário Oficial da União. Entretanto, seria obrigatória a divulgação do novo local nas publicações aeronáuticas, assim, liberando o espaço para uso. Já a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) informou, em nota, que o aeródromo atual está regularmente inscrito no cadastro da agência e aberto ao tráfego aéreo, dentro das especificações operacionais. A agência disse ainda que não há registro de processos de inscrição ou de alteração cadastral referentes ao Centro Nacional de Paraquedismo. Quanto às questões ambientais, a Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) informou, também via nota, que o novo espaço possui licença prévia e de instalação, emitidas em janeiro deste ano. A licença prévia atesta a viabilidade ambiental do projeto, enquanto a de instalação permite a execução das obras. A Cetesb afirma que não há pendências na etapa atual do licenciamento, porém, a de licença de operação ainda deverá ser solicitada pela prefeitura depois da conclusão das obras, passando por análise futura. Boituva é conhecida como a capital do balonismo e do paraquedismo Reprodução/TV TEM A Prefeitura de Boituva diz que protocolou um pedido de estudos de impacto de vizinhança e ambiental em março deste ano, e que a solicitação encontra-se em fase de análise. A gestão pontua que não foram feitas audiências públicas para debater a mudança por não haver exigência legal para isso. Com relação ao hospital federal, um pedido para a construção foi feito durante uma reunião com o Ministro da Saúde, Alexandre Padilha, em 11 de agosto. A gestão afirma que a iniciativa está em fase de articulação e dependerá de análises técnicas, definição de recursos e etapas formais. Ainda conforme a prefeitura, a área foi escolhida para a construção da unidade hospitalar devido à localização estratégica, às margens da Rodovia Castello Branco (SP-280). Já a área escolhida para o novo centro, segundo a prefeitura, é a mais viável na operação e na parte aeronáutica. Initial plugin text Veja mais notícias no g1 Itapetininga e Região VÍDEOS: assista às reportagens da TV TEM

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