PT lança candidatura de Fernando Haddad ao governo de São Paulo
PT lança Fernando Haddad como candidato ao governo de São Paulo Reprodução O Partido dos Trabalhadores (PT) confirmou a candidatura de Fernando Haddad ao go...
PT lança Fernando Haddad como candidato ao governo de São Paulo Reprodução O Partido dos Trabalhadores (PT) confirmou a candidatura de Fernando Haddad ao governo do estado de São Paulo. A decisão foi tomada durante convenção que é realizada neste sábado (25), em Campinas (SP). Haddad é advogado e professor de ciência política, e vai disputar o cargo pela segunda vez. Já foi prefeito da cidade de São Paulo e era ministro da Fazenda até março deste ano. Aliados marcam presença Entre os presentes no evento, além de Haddad, estão o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o vice, Geraldo Alckmin (PSB), e as pré-candidatas ao Senado Federal Simone Tebet (PSB) e Marina Silva (Rede). Todos discursam durante o evento. No discurso, Marina afirmou que Haddad viabilizou moradores da periferia a ingressarem em institutos federais. "É graças a você, Haddad, que nós andamos e encontramos pessoas de periferia nos institutos federais, dizendo que agora tem uma chance de sonhar, de ter uma vida melhor do que o pai e do que a mãe. Meus amigos, isso não tem preço. Eu estou aqui em legítima defesa de tudo que já fizemos, em legítima defesa do que tivemos que reconstruir, em legítima defesa do que precisamos fazer." Já Tebet criticou o discurso do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, que atacou as urnas eletrônicas com acusações já desmentidas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). "Nós estamos no ano de 2026 enfrentando os mesmos desafios do passado, porque o presidente Lula e Geraldo Alckmin e o Brasil enfrentam do lado de lá não um democrata, mas um golpista de plantão. Porque tal pai, tal filho. Já começou questionando a segurança das urnas, porque já sabe, já tem, sente o cheiro da derrota em outubro e já quer colocar em dúvida os resultados das urnas." Calendário de convenções As convenções são os eventos em que os filiados dos partidos se reúnem para escolher os candidatos nas eleições. A data limite é 5 de agosto. Agora no g1 Na sequência, os nomes devem ser registrados no Tribunal Superior (TSE) até o dia 15 de agosto. A campanha eleitoral começa oficialmente no dia seguinte. Nas eleições deste ano, em 4º de outubro, os brasileiros vão votar para: presidente; governador; Senado (duas vagas por estado); deputado federal; deputado estadual; deputado distrital (apenas no texto do DF). Trajetória de Fernando Haddad Fernando Haddad filiou-se ao Partido dos Trabalhadores (PT) em meados dos anos 1980. Graduado em Direito, mestre em Economia e doutor em Filosofia pela USP — onde se tornou professor de Ciência Política —, combinou a vida acadêmica com a gestão pública. No início dos anos 2000, ingressou na administração pública paulistana como subsecretário de Finanças na gestão de Marta Suplicy. Pouco depois, em Brasília, atuou como assessor especial do Ministério do Planejamento. A projeção em nível nacional ocorreu ao assumir o Ministério da Educação (MEC) durante o primeiro governo de Luiz Inácio Lula da Silva, cargo em que permaneceu também sob a gestão de Dilma Rousseff. Ficou à frente da pasta por quase sete anos. Em 2012, estimulado por Lula, Haddad disputou e venceu a eleição para a Prefeitura de São Paulo. O mandato enfrentou forte desgaste político e episódios como as manifestações das Jornadas de Junho de 2013, o que culminou na derrota ao tentar a reeleição em 2016 ainda no primeiro turno contra João Doria. Com a prisão e inelegibilidade de Lula em 2018, Fernando Haddad assumiu a candidatura do PT à presidência da República. Em um cenário político fortemente polarizado, ele chegou ao segundo turno, mas foi derrotado por Jair Bolsonaro. Quatro anos depois, em 2022, disputou o governo do estado de São Paulo, mas perdeu para Tarcísio de Freitas. Em 2023, no terceiro mandato de Lula, Haddad assumiu o comando do Ministério da Fazenda, tornando-se o principal articulador da agenda econômica do governo. Permaneceu no cargo até março de 2026, quando saiu para disputar a eleição ao governo do estado de São Paulo pela segunda vez. VÍDEOS: Tudo sobre Campinas e Região Veja mais notícias sobre a região na página do g1 Campinas