cover
Tocando Agora:

Restaurante japonês cria 'rodízio light' para consumidores que usam canetas emagrecedoras no interior de SP

Restaurante japonês cria 'rodízio light' para consumidores que usam canetas emagrecedoras Um chef de cozinha de um restaurante japonês de Sorocaba (SP) criou...

Restaurante japonês cria 'rodízio light' para consumidores que usam canetas emagrecedoras no interior de SP
Restaurante japonês cria 'rodízio light' para consumidores que usam canetas emagrecedoras no interior de SP (Foto: Reprodução)

Restaurante japonês cria 'rodízio light' para consumidores que usam canetas emagrecedoras Um chef de cozinha de um restaurante japonês de Sorocaba (SP) criou um rodízio "mais em conta" para pessoas que fazem tratamento com canetas emagrecedoras ou que fizeram cirurgia bariátrica. A opção pode ser escolhida por qualquer cliente. Ao g1, o sushiman Renan Germano contou que a ideia de criar o rodízio surgiu a partir do aumento de clientes que utilizam as canetas, público que poderia optar por uma opção mais barata, afinal, está comendo bem menos do que clientes que não usam o medicamento. 📲 Participe do canal do g1 Sorocaba e Jundiaí no WhatsApp Segundo o chef, o "rodízio light" foi inaugurado recentemente por R$ 74, e o feedback do público tem sido positivo. O rodízio é servido exclusivamente no almoço, de segunda a sexta-feira, exceto aos feriados. Restaurante japonês cria 'rodízio light' para consumidores que usam canetas emagrecedoras Naomi Culinária Japonesa Entre os pratos oferecidos no rodízio estão: Harumaki de doce de leite; Tempirá com milho-verde; Camarão e legumes; Salada; Carpaccio de salmão ao ponzu; Porção de shimeji; Sunomono; Mix de sushis como jyo de salmão, nigiri salmão, hot roll volcano, hossomaki de pepino e teppanyaki de frango. Initial plugin text Solução contra o desperdício Em poucos anos, fármacos como semaglutida e tirzepatida, conhecidos pelos nomes comerciais Ozempic, Wegovy, Mounjaro e Zepbound, deixaram de ser tratamentos de nicho para diabetes e viraram populares, mudando a forma como a população pensa o emagrecimento. Desta forma, os medicamentos com GLP-1 (peptídeo semelhante ao glucagon-1) se tornaram um forte aliado no tratamento da obesidade. LEIA TAMBÉM: 'Comida de mãe': receitas de família guardam histórias e criam memórias afetivas 'Sushiburguer', carne com doce de leite e pera caramelizada: hamburguerias de Sorocaba apostam em recheios inusitados para sanduíches Dia do Orgulho Nerd: conheça restaurantes do interior de SP que homenageiam universo de Harry Potter A capacidade de promover uma perda de 15% a 20% do peso corporal fez deles um dos tratamentos não cirúrgicos mais potentes já vistos contra a obesidade. No entanto, o acompanhamento profissional é essencial nestes casos. GLP-1 é a sigla para um hormônio que o intestino produz naturalmente e que ajuda a controlar a glicose no sangue e o apetite após as refeições. Ele estimula o pâncreas a liberar insulina quando o açúcar no sangue sobe e desacelera o esvaziamento do estômago, o que faz a pessoa se sentir satisfeita mais rapidamente. Como agem a tirzepatida e a semaglutida Arte/g1 Segundo os consumidores, o "rodízio light" oferecido pelo restaurante é uma ótima alternativa para evitar o desperdício. "Com o uso de caneta emagrecedora, a minha fome reduziu demais. Comer no rodízio acaba sendo um desperdício para mim. Com este cardápio novo, eu como tudo que tenho vontade, mas sem ter aquela sensação de que comi demais", relatou a cliente Flávia Alves Pereira. "É um cardápio muito completo, com uma quantidade de proteína muito boa, pouca fritura [...] É meio que uma relação custo-benefício: o valor é ótimo pela quantidade e qualidade da comida", completou Flávia. "O que me chamou atenção neste cardápio foi que ele não foi feito só com o básico, ele tem um sashimi com um molho delicioso, tem um hot roll diferente. O chef Renan caprichou demais", afirmou Flávia. Menu foi criado por nutricionista O menu não pode ser repetido e foi elaborado pela noiva de Renan, a nutricionista Daniela Barreto, priorizando incluir carboidratos e proteínas. "A nossa ideia surgiu porque muitas pessoas estão tomando Mounjaro, né? As canetinhas, Ozempic. Então, nós pensamos em fazer uma 'sequência light', na qual tem a salada, proteína, carboidrato, então, bem 'balanceadinho', para que a pessoa possa comer vários itens e também ter uma experiência. É uma opção econômica e mais rápida, que agrada o bolso e também o paladar", disse Renan. Chef Renan Germano, de Sorocaba (SP), criou rodízio em seu restaurante para pessoas que usam canetas emagrecedoras ou que fizeram bariátrica Arquivo pessoal Embora o motor inicial para a criação do "rodízio light" tenha sido o "boom" dos medicamentos emagrecedores, o formato acabou revelando um potencial de mercado muito maior. O novo menu passou a atrair um perfil de público frequentemente negligenciado pelos rodízios tradicionais: pessoas que comem pouco naturalmente, além de jovens e estudantes que não veem vantagem em pagar o valor cheio de um cardápio convencional. Para esse público, a troca de volume por saudabilidade e um preço mais atraente faz todo o sentido, como observa o empresário e cliente assíduo do restaurante Max Katsuragawa Neumann Marx. Restaurante japonês cria 'rodízio light' para consumidores que usam canetas emagrecedoras Naomi Culinária Japonesa "A minha filha de 17 anos já tinha comentado que as amigas acabam achando caro o rodízio, porque comem pouco. Acredito que esse novo formato vá atender também essa parcela de estudantes [...] O que eu percebi é que ele diminuiu um pouco a quantidade do salmão, que eu acredito que é uma das coisas mais caras e mais nobres ali — salmão, camarão — [...] e focou também em colocar coisas mais saudáveis. Aumentou a quantidade de verduras e ajustou tudo isso. Esse ajuste foi no sentido de focar em pessoas em fase de dieta", conta. Essa reestruturação não apenas agradou quem está cuidando da balança, mas também resolveu uma queixa antiga de um público mais jovem, que costuma evitar rodízios pelo desperdício financeiro de não conseguir consumir o equivalente ao valor cobrado. Uso de canetas emagrecedoras Anvisa anuncia medidas para aumentar fiscalização da importação e manipulação de canetas emagrecedoras Jornal Nacional/ Reprodução O Brasil importou mais de 130 kg de insumos farmacêuticos ativos (IFAs) para a produção de tirzepatida entre novembro de 2025 e abril de 2026. O volume é suficiente para a produção de cerca de 25 milhões de doses de canetas manipuladas no país. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) apresentou um diagnóstico sobre a circulação de medicamentos da classe dos agonistas de GLP-1, usados no tratamento de diabetes e também para emagrecimento. ➡️Os IFAs são as substâncias ativas que dão origem aos medicamentos. No caso da tirzepatida, esse insumo é a base para a produção das canetas utilizadas por pacientes. Os dados levam em conta a substância usada em farmácias de manipulação. No Brasil, além dos produtos industrializados com registro sanitário, a legislação também permite a chamada forma magistral — quando farmácias de manipulação produzem o medicamento sob demanda, a partir desses insumos. Segundo a Anvisa, esse modelo ampliou a circulação dessas substâncias no país e levantou dúvidas sobre o cumprimento das normas sanitárias. 🔴 Para se ter uma ideia de dimensão: entre novembro de 2025 e abril de 2026, foram mais de 100 kg de insumos farmacêuticos ativos (IFAs) para a produção de tirzepatida. Isso é o bastante para 20 milhões de doses. Com isso, a Anvisa quer endurecer as regras para a manipulação. Restaurante japonês cria 'rodízio light' para consumidores que usam canetas emagrecedoras Naomi Culinária Japonesa Initial plugin text *Colaborou sob supervisão de Gabriela Almeida Veja mais notícias da região no g1 Sorocaba e Jundiaí VÍDEOS: assista às reportagens da TV TEM

Fale Conosco