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Símbolo de filme nacional vencedor do Globo de Ouro: mais de 700 orelhões que ocupam ruas no noroeste de SP serão removidos pela Anatel

Os orelhões estão sendo removidos das ruas do Brasil Durante décadas, eles estiveram em vários espaços públicos e privados. Enquanto ganham destaque no ci...

Símbolo de filme nacional vencedor do Globo de Ouro: mais de 700 orelhões que ocupam ruas no noroeste de SP serão removidos pela Anatel
Símbolo de filme nacional vencedor do Globo de Ouro: mais de 700 orelhões que ocupam ruas no noroeste de SP serão removidos pela Anatel (Foto: Reprodução)

Os orelhões estão sendo removidos das ruas do Brasil Durante décadas, eles estiveram em vários espaços públicos e privados. Enquanto ganham destaque no cinema nacional, os orelhões começaram a desaparecer das ruas do país. O tradicional telefone público, que virou um dos símbolos visuais do filme "O Agente Secreto", vencedor do Globo de Ouro 2026, está sendo retirado após o fim das concessões de telefonia fixa. No longa, ambientado na década de 1970, o orelhão assume papel central na construção da narrativa - é quase um personagem. Em várias cenas, Marcelo, vivido por Wagner Moura, utiliza o telefone público para se comunicar, e a imagem se tornou uma das marcas registradas da produção, usada inclusive na divulgação internacional do filme. 📲 Participe do canal do g1 Rio Preto e Araçatuba no WhatsApp A presença do orelhão no longa também contribui para reconstruir a identidade urbana brasileira da época retratada, quando o acesso ao telefone era limitado e o uso do equipamento fazia parte do cotidiano da população. Filme 'O Agente Secreto' é estrelado por Wagner Moura Victor Jucá/Divulgação 👂 Fora das telas, o cenário é outro. No início deste mês, a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) iniciou a retirada definitiva dos telefones públicos em todo o Brasil. A medida ocorre após o encerramento das concessões do serviço de telefonia fixa, que vinha sendo cada vez menos utilizado pela população. De acordo com a Anatel, nas principais cidades do noroeste paulista ainda existem 787 orelhões ativos. A maior concentração está em São José do Rio Preto (SP), com 377 aparelhos. Em seguida, aparece Araçatuba (SP), com 114. Veja a arte abaixo. Segundo a agência, a retirada será feita de forma gradual e segue uma tendência observada em todo o país, impulsionada pela popularização dos celulares e pela queda no uso do serviço público de telefonia. 📞 Com o fim dos contratos, Algar, Claro, Oi, Sercomtel e Telefônica deixam de ter a obrigação legal de manter a infraestrutura de telefones públicos. Mais de 700 orelhões ocupam as ruas nas maiores cidades do noroeste paulista Arte/g1 Orelhão instalado na Rua Eduardo Nielsen, bairro Jardim Aeroporto, em São José do Rio Preto (SP) André Modesto/TV TEM ☎️ Criação do orelhão Arquiteta Chu Ming Silveira criou o orelhão Reprodução/Acervo de Chu Ming Silveira Criado para democratizar o acesso à comunicação, o orelhão foi mais do que um serviço público: se tornou ponto de encontro e até abrigo improvisado da chuva. Foi ali, ao ouvir o clássico "chamada a cobrar", que muita gente esperava ansiosa até cair a ficha - literalmente - para completar a ligação. O orelhão surgiu em 1971, criado pela arquiteta sino-brasileira Chu Ming Silveira. Inicialmente, eles tinham outros nomes: à época, foram criados apelidos para o design, como "tulipa", "capacete de astronauta" e, por fim, o definitivo "orelhão". Cabines telefônicas existiam em outros países, mas a criação da arquiteta, enquanto trabalhava em uma companhia telefônica, se tornou icônica pelo seu design, em formato de ovo, reproduzido no Peru, Angola, Moçambique e China. Além de diferente, o formato tinha uma justificativa funcional: a qualidade acústica. O som entrava na cabine e era projetado para fora, diminuindo o ruído na ligação e protegendo quem falava do barulho externo. Segundo o site oficial da criação, o primeiro orelhão foi instalado no Rio de Janeiro, em 20 de janeiro de 1972, e chegou a São Paulo cinco dias mais tarde. Projeto de orelhão Reprodução/Acervo de Chu Ming Silveira Veja mais notícias da região no g1 Rio Preto e Araçatuba VÍDEOS: confira as reportagens da TV TEM

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