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Slice cake: tendência faz confeiteiras faturarem até R$ 80 mil por mês com fatias de bolo muito recheadas

Slice cake: tendência faz confeiteiras faturarem até R$ 80 mil por mês no interior de SP Fatias de bolo super recheadas, molhadinhas e visualmente atrativas....

Slice cake: tendência faz confeiteiras faturarem até R$ 80 mil por mês com fatias de bolo muito recheadas
Slice cake: tendência faz confeiteiras faturarem até R$ 80 mil por mês com fatias de bolo muito recheadas (Foto: Reprodução)

Slice cake: tendência faz confeiteiras faturarem até R$ 80 mil por mês no interior de SP Fatias de bolo super recheadas, molhadinhas e visualmente atrativas. O que antes era exclusividade de festas de aniversário ganhou um novo formato: o slice cake. A proposta alia praticidade e apelo estético, conquistando clientes pelo visual “instagramável”, que viralizou nas redes sociais. 🍰 Diferente de uma fatia tradicional, o slice cake aposta em camadas aparentes de recheios generosos, que podem chegar a pesar 400 gramas e custar cerca de R$ 27. As cores vibrantes, texturas e o “corte satisfatório” transformam o produto em uma experiência que vai além do sabor. 📲 Siga o g1 Piracicaba no Instagram A confeiteira Cristiane Soares, especializada em bolos de fatia, produz esses doces em Piracicaba (SP) desde agosto de 2023. Ela comercializa os produtos online de segunda a sexta-feira e, nos fins de semana, os bolos são vendidos nas ruas. Por delivery, ele atende em média 90 pedidos por dia; já nas ruas, as vendas chegam a 250 a 300 fatias por fim de semana. Cada unidade custa R$ 23 e pesa entre 300 e 400 gramas, dependendo do sabor. Segundo Cristiane, o faturamento mensal gira em torno de R$ 80 mil. Para Silmara Regina de Souza, consultora de negócios e especialista em marketing do Sebrae Piracicaba, o diferencial do bolo em fatia é a quebra da lógica de que o bolo confeitado é um produto de ocasião. Isso porque o formato reduz o investimento do cliente e atende ao desejo de consumo individual e degustação. Festival de fatias Carrinhos em que Cristiane Soares vende as fatias de bolo em Piracicaba (SP) Acervo pessoal/Cristiane Soares Como em um food truck, as confeiteiras abrem barracas em ruas da cidade e deixam uma variedade de sabores de bolos a disposição para fazer o corte. Tamires Pecorari, que trabalha com confeitaria há 12 anos, explica que o formato de venda é chamado de "festival de fatias". Ela comercializa os doces tanto por delivery quanto presencialmente, na Praça José Bonifácio e no Engenho Central, pontos turísticos e históricos da cidade. No primeiro festival em que abriu a barraca nas ruas, ela conseguiu vender 400 fatias. Aos finais de semana, Cristiane vende bolos dispostos em um charmoso carrinho, estilizado de rosa e branco. Ela o "estaciona" na Praça da Paulista, aos sábados, e na Rua do Porto, durante os domingos. "Eu percebo que o carrinho chama muita atenção por ser todo rosa. E o atendimento presencial é outra coisa. O pessoal pode ver cortando as fatias na hora, isso gera a curiosidade do público e, mesmo com as filas, o público gosta desse carinho, do bate-papo", contou. Fatia por R$ 27 Tamiris Pecorari encontrou no formato de fatias de bolo uma forma de ampliar suas vendas. Cada fatia custa R$ 27. Para que o consumidor considere o preço justificável e não uma barreira, Silmara aponta que a experiência deve ser evidente no posicionamento da confeitaria. A consultora explica que, para que o consumidor experimente vários sabores, é necessário produzi-los, e isto envolve controle rigoroso de estoque, produção e padronização. O produto precisa ter uma apresentação especial, ingredientes de boa qualidade, sabores diferentes e preparo complexo. "O bolo em fatia pode aumentar a conversão, mas há mais complexidade operacional. Tudo que dá trabalho custa mais caro. Então, o preço mais caro se justifica por tudo isso", disse. Instagramável Fatias de "Matilda cake" e bolo recheado de pudim feitos por confeiteras de Piracicaba (SP) Acervo pessoal/Tamiris Pecorari / acervo pessoal/Cristiane Soares Cristiane utiliza as plataformas digitais para divulgar os produtos e alcançar novos clientes. O perfil do negócio soma 16,6 mil seguidores, e os vídeos que divulgam a tendência costumam viralizar. "Temos vários vídeos que já passaram de 100 mil, com 120 mil e 130 mil visualizações", apontou. 📲 E as confeiteiras entenderam bem o poder das redes. Nathália Rangel, dona de uma confeitaria em Limeira (SP), percebeu que os vídeos mostrando as texturas dos recheios e pessoas saboreando o doce são justamente os que mais viralizam. Antes, os bolos eram expostos inteiros, mas desde 2024 ela passou a trabalhar com fatias, atendendo a preferência dos clientes e a tendência de consumo. Hoje, a venda de fatias representa cerca de 20% do faturamento mensal da confeiteira. Cada fatia pesa em torno de 240g e custa R$ 18. "A gente já finaliza ele, já proporciona nas fatias e vende cada fatia num potinho. A pessoa só abre e come com uma colherzinha, dá para comer aqui com um pratinho ou dá para comer andando", disse Natália. Mudança no consumo O sucesso não é apenas pelo paladar, mas sim por uma mudança do comportamento do consumidor. Segundo a Silmara, o público deixou de ver o consumo como algo funcional e passou a buscar o compartilhável. A especialista explicou que o consumidor está valorizando cada vez mais à estética dos produtos, já que existe o objetivo compartilhar fotos nas redes sociais e garantir um post visualmente bonito (e com bastante engajamento). Segundo ela, o slice cake se encaixa perfeitamente nessa lógica. A consultora de negócios aponta que o formato pode perder força e relembra outros hypes passageiros, como o naked cake e o bentô cake. No entanto, ela aponta que o consumidor mudou e o que sustenta essas tendências dificilmente vão desaparecer. "A busca por conveniência, consumo individual, desejo de ter experiência visual e compartilhável, de contar para todo mundo que você está experimentando aquilo, essa lógica da experimentação já está consolidada. O que muda é como isso se materializa", Slice Cakes produzidos por confeiteiras de Piracicaba (SP) e Limeira (SP) Acervo pessoal/Nathalia Rangel / Acervo pessoal/Tamiris Pecorari / Acervo pessoal/Cristiane Soares *Estagiária sob orientação de Aline Nascimento. Veja mais notícias sobre a região no g1 Piracicaba

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