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Sócio de academia de SP onde aluna morreu diz à polícia que apagou mensagens a funcionário porque ficou 'desesperado'

Contaminação em piscina: manobrista diz que recebia instruções do dono da academia Um dos donos da academia onde uma mulher morreu após uma aula de nataçÃ...

Sócio de academia de SP onde aluna morreu diz à polícia que apagou mensagens a funcionário porque ficou 'desesperado'
Sócio de academia de SP onde aluna morreu diz à polícia que apagou mensagens a funcionário porque ficou 'desesperado' (Foto: Reprodução)

Contaminação em piscina: manobrista diz que recebia instruções do dono da academia Um dos donos da academia onde uma mulher morreu após uma aula de natação no fim de semana disse à polícia que ficou "desesperado" ao saber da morte dela e que apagou "sem pensar" as mensagens que enviara ao manobrista que fazia a manutenção da piscina. Em depoimento, o sócio Celso Bertolo Cruz se apresentou como o responsável pela manutenção da piscina e por orientar o funcionário Severino José da Silva a aplicar os produtos químicos na água. Ele e mais dois sócios da academia C4 Gym, na Zona Leste de São Paulo, foram indiciados na quarta-feira (11) por homicídio com dolo eventual. A Justiça analisa o pedido de prisão deles feito pela Polícia Civil. Segundo Cruz, a comunicação continha "tratativas normais", como indicações de medidas e dosagens de cloro para aplicação na água. Severino exercia a função mesmo sem possuir qualificação técnica, recebendo orientação por WhatsApp. A principal suspeita das autoridades é que a manipulação inadequada de produtos químicos próximo à área de aula, em um ambiente fechado e com pouca ventilação, tenha provocado a liberação de gases tóxicos que levaram à morte a professora Juliana Bassetto, de 27 anos. Piscina da academia C4 Gym, na Zona Leste, onde professora fez aula de natação e teve problemas respiratórios que a levaram à morte. Montagem/g1/Reprodução/TV Globo À polícia, o sócio disse que soube do ocorrido na tarde de sábado (7), ao retornar ligações do manobrista. Severido disse à polícia que no dia seguinte recebeu uma ligação de Celso alertando sobre as investigações: "Vai, sai de casa que a polícia está batendo na porta de todo mundo". Celso Bertolo Cruz afirmou em depoimento que tem certificado para manutenção de piscinas desde 2023. O curso, segundo o sócio, permite que ele indique terceiros para o trabalho sob sua supervisão, mas não o habilita para formar piscineiros. Os outros sócios da C4 Gym, Cesar Bertolo Cruz e Cezar Miquelof Terração, que cuidam da gestão comercial e administrativa, confirmaram à polícia que foi Celso quem treinou Severino para cuidar da água da piscina. Celso disse que, antes de obter a formação, não havia responsável técnico pela piscina, sendo que ele próprio fazia a aplicação de produtos químicos. Depois, passou a supervisionar o manobrista Severino na função. Depoimento do manobrista da academia Severino José da Silva, de 43 anos, à polícia Reprodução/TV Globo O dono da academia ainda afirmou que considera a piscina de "extrema confiança" e que seus filhos fazem aula de natação no local. Também defendeu que os problemas sempre foram "pontuais" e nunca nocivos à saúde. Por outro lado, confirmou episódio anterior em que a piscina foi tomada por densa camada de espuma, no início de 2025. Segundo o sócio, a aplicação do cloro não resolveu a turbidez da água e as aulas tiveram que ser interrompidas por alguns dias. A academia precisou contratar uma empresa especializada para resolver a situação, mas optou por não renovar o contrato e decidiu manter o sócio como responsável técnico posteriormente. LEIA TAMBÉM: Ex-professor disse que academia de SP onde mulher morreu teve problemas na piscina há dois anos Segundo o responsável técnico pela piscina, o cloro usado na água era armazenado de duas formas: diluído em um tonel azul ou em pó na embalagem própria. Imagens de circuito interno mostram o momento em que Severino José da Silva manipula os produtos químicos momentos antes dos alunos passarem mal. Durante o preparo, uma fumaça branca sai de dentro do balde, bem perto da piscina onde Juliana e o marido estavam nadando. Imagens mostram funcionário com produtos químicos em piscina que mulher morreu em SP

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