Tenente-coronel da PM nega 'toque de recolher', mas confirma reforço em policiamento após operação com mortes em Ribeirão Preto
PM confirma reforço em policiamento após moradores citarem ameaças por mortes de suspeitos O tenente-coronel da Polícia Militar de Ribeirão Preto (SP) Luiz...
PM confirma reforço em policiamento após moradores citarem ameaças por mortes de suspeitos O tenente-coronel da Polícia Militar de Ribeirão Preto (SP) Luiz Ulian Junqueira descartou nesta quarta-feira (21) ter conhecimento sobre um "toque de recolher" aos moradores da Zona Norte da cidade em função da morte de dois suspeitos abordados com armas em um carro na Via Norte. Ainda assim, ele confirmou que equipes vão reforçar o patrulhamento em áreas estratégicas e corredores de ônibus para aumentar a sensação de segurança dos moradores. "A intenção da Polícia Militar é que o domínio do território fique com a Polícia Militar", afirmou Junqueira, durante entrevista coletiva no início da noite. ✅Clique aqui para seguir o canal do g1 Ribeirão e Franca no WhatsApp Comércio fechou as portas na Avenida Magid Simão Trad, no Adelino Simioni, em Ribeirão Preto (SP), após mortes em confronto com a PM Fabiano Minatto/EPTV Segundo apuração da EPTV, afiliada da TV Globo, ameaças nas redes sociais de represálias por parte de criminosos levaram moradores a buscarem os filhos mais cedo na escola, bem como a estabelecimentos comerciais a fecharem as portas durante a tarde nos bairros Quintino Facci e Adelino Simioni. Autoridades locais e entidades do comércio negaram, no entanto, qualquer orientação para interrupção das atividades. LEIA TAMBÉM: Imagens mostram perseguição da PM a carro de suspeitos mortos em abordagem em Ribeirão Preto, SP Suspeitos de integrar facção são mortos a tiros pela PM em Ribeirão Preto; moradores relatam toque de recolher 'Foi desesperador': testemunha relata pânico e carros na contramão durante operação da PM com mortes em Ribeirão Preto Suspeitos de integrar facção são mortos a tiros pela PM em SP; testemunha relata desespero O medo em torno de eventuais represálias ocorreu depois de Vinicius de Jesus, de 32 anos, e Alexsandro Calisto Gomes, de 40 anos, serem mortos a tiros na Avenida Eduardo Andrea Matarazzo, a Via Norte. Segundo a PM, eles reagiram a uma abordagem policial ao serem pegos com quatro armas de fogo dentro do carro, entre elas duas submetralhadoras. Uma advogada que esteve no local em defesa das famílias dos suspeitos informou que vai acompanhar o caso, mas que ainda não tnha tido acesso às informações oficiais. Uma irmã de Vinicius contestou as circunstâncias da abordagem. Viaturas da PM na Via Norte, onde suspeitos foram mortos durante abordagem policial em Ribeirão Preto (SP). Fabiano Minatto/EPTV Houve confronto e troca de tiros, diz tenente-coronel Segundo a PM, uma equipe do 11º Batalhão de Ações Especiais de Polícia (Baep) realizava patrulhamento ostensivo na região quando se deparou com um HB20 cinza. “A opção da equipe foi realizar o processo de abordagem e intervenção justamente porque observou-se as armas de fogo em posse dos infratores”, afirmou o tenente-coronel. O comandante destacou que a reação dos suspeitos ocorreu no momento em que os policiais determinaram a parada do automóvel. No interior do veículo estavam quatro armas de fogo, sendo duas submetralhadoras e duas pistolas. “Ela [a equipe] se deparou com um veículo e dentro, no interior desse veículo, dois indivíduos com quatro armas de fogo, duas submetralhadoras e mais duas pistolas. No momento da abordagem, houve a menção do saque da arma de fogo por conta dos infratores, a equipe do Baep reagiu e houve o confronto e a troca de tiros”, explicou Junqueira. Vinicius de Jesus, de 32 anos, e Alexsandro Calisto Gomes, de 40 anos, mortos a tiros durante abordagem da PM por suspeita de estar com armas no carro em Ribeirão Preto (SP). Reprodução De acordo com a PM, nenhum policial militar ficou ferido no confronto. Os dois suspeitos foram baleados, não resistiram aos ferimentos e tiveram a morte confirmada no local. A ocorrência foi apresentada no Central de Polícia Judiciária (CPJ). Junqueira informou que a equipe tática atuou diante da ameaça imediata das armas e que eventuais antecedentes dos alvos serão integrados ao Inquérito Policial Militar (IPM) e às investigações da Polícia Civil. O tenente-coronel da Polícia Militar de Ribeirão Preto (SP) Luiz Ulian Junqueira Reprodução/EPTV Plano de segurança da PM Diante do clima de apreensão que levou comerciantes dos bairros Adelino Simioni e Quintino Facci a fecharem mais cedo, o comando da Polícia Militar garantiu que está operando em capacidade máxima para assegurar a ordem pública na Zona Norte e em toda a cidade. O tenente-coronel Luiz Ulian Junqueira esclareceu que a corporação não emitiu qualquer recomendação para o fechamento de estabelecimentos e classificou os relatos de "toque de recolher" como boatos. “Nós não temos nenhuma informação de toque de recolher. O que acontece é o bendito do efeito manada. Às vezes começa um receio de uma pessoa que começa a compartilhar com outra, outra, sem certeza da informação que está recebendo e as pessoas, às vezes, ficam incomodadas com isso”, disse. Para prevenir eventuais retaliações, a Polícia Militar realizou reuniões de emergência com comandantes da região e estruturou um plano de policiamento nos principais corredores de trânsito e bairros. O plano de contingência prevê reforço da Força Tática em horários estratégicos e patrulhamento aéreo contínuo. “Tratamos qualquer informação que chega ao comando como se verdade fosse para mitigar riscos. A nossa resposta vai ser com o emprego maciço de efetivo de Força Tática, policiais militares para proteger toda aquela região, os corredores, os pontos de ônibus, para evitar que aconteça qualquer incidente”, concluiu. Armas apreendidas pelo Baep durante operação na Via Norte, com dois suspeitos presos em Ribeirão Preto (SP). Divulgação/ Baep Veja mais notícias da região no g1 Ribeirão Preto e Franca VÍDEOS: Tudo sobre Ribeirão Preto, Franca e região