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Zema estende painel em prédio na Avenida Paulista com boneco de Moraes preso

O candidato à Presidência da República, Romeu Zema (NOVO), realiza um ato na Avenida Paulista, em São Paulo, contra o ministro Alexandre de Moraes, na manh...

Zema estende painel em prédio na Avenida Paulista com boneco de Moraes preso
Zema estende painel em prédio na Avenida Paulista com boneco de Moraes preso (Foto: Reprodução)

O candidato à Presidência da República, Romeu Zema (NOVO), realiza um ato na Avenida Paulista, em São Paulo, contra o ministro Alexandre de Moraes, na manhã desta segunda-feira (07), Dia da Independência do Brasil. Aloisio Mauricio/Estadão Conteúdo O ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato à Presidência da República, Romeu Zema (Novo), estendeu na fachada de um prédio da Avenida Paulista um painel com a frase “Chega de intocáveis”. O painel também trazia imagens de ministros do STF rindo e um boneco representando Alexandre de Moraes atrás das grades. Manifestantes do PT que estavam na avenida hostilizaram Zema e foram impedidos por policiais militares de se aproximar dele. Em seu discurso, Zema voltou a defender mudanças nos critérios para a escolha dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Entre as propostas apresentadas por ele está a criação de uma lista tríplice para orientar as indicações feitas pelo presidente da República. “Eu, como presidente, não tenho nenhum receio de receber uma lista tríplice preparada pela OAB, pelo Superior Tribunal de Justiça e pelo Ministério Público Federal”, declarou. Atualmente, os ministros do Supremo são escolhidos pelo presidente e precisam ter os nomes aprovados pela maioria absoluta do Senado. A Constituição determina que os indicados tenham entre 35 e 70 anos, notável saber jurídico e reputação considerada ilibada. Zema afirmou que, caso seja eleito presidente, pretende escolher pessoas com mais de 60 anos e, preferencialmente, com trajetória no meio acadêmico. “Quero alguém acima de 60 anos, de preferência que venha do mundo acadêmico. Nós precisamos de pessoas que estudaram a vida toda na área jurídica para somar no Supremo”, declarou. O ex-governador também fez críticas aos ministros Flávio Dino, Alexandre de Moraes, Dias Toffoli e Gilmar Mendes. Durante o pronunciamento, Zema citou ainda as investigações envolvendo Daniel Vorcaro, do Banco Master, e acusou o banqueiro de ter comprado autoridades. O ex-governador não apresentou provas dessa acusação. “As pessoas com quem esse banqueiro, o senhor Vorcaro, encontrou são as mais altas figuras da República, com quem ele tomou uísque, com quem viajou no jatinho, deu carona, deu festas, convidou, conviveu e comprou”, afirmou. Faixa de Zema em prédio da Paulista contra ministros do STF TV Globo Fim de decisões individuais Outra proposta apresentada por Zema foi acabar com as decisões monocráticas — aquelas tomadas individualmente por um ministro, sem análise do plenário ou de uma das turmas do Supremo. “Quero também acabar com as decisões monocráticas. Vamos ter que debater: a assinatura de um ministro do Supremo valer mais do que a de 50 senadores ou de 400 deputados? Será que isso é democracia ou é outra coisa?”, questionou. Divulgação de agendas e telefonemas Zema também defendeu tornar públicos compromissos realizados pelo presidente da República dentro e fora do Palácio do Planalto, além de ligações telefônicas. “Tudo o que o presidente tiver de agenda na casa dele ou no Palácio do Planalto tem de ser público, até ligações telefônicas”, disse. Segundo ele, parentes do presidente e de ocupantes dos cargos mais altos do governo também deveriam informar atividades que pudessem gerar conflito de interesses. Ao ser questionado se temia alguma consequência pela colocação da faixa na Avenida Paulista, Zema respondeu que não tinha “medo de prisão” e voltou a criticar autoridades em Brasília. Agora no g1

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